Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
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Educação indígena: Universidade Federal do Amazonas e ONGs entram em conflito

As ONGs buscam investimentos no Governo Federal para manter e ampliar os cursos de formação indígena. Elas querem ainda o reconhecimento das escolas que mantém no município



1.jpg Educação especial no meio do impasse
25/08/2013 às 16:24

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e organizações não-governamentais que atuam no Município de São Gabriel da Cachoeira (a 858 quilômetros de Manaus) vivem um impasse na área de educação indígena.

As ONGs buscam investimentos no Governo Federal para manter e ampliar os cursos de formação indígena. Elas querem ainda o reconhecimento das escolas que mantém no município.

Os coordenadores do curso de Licenciatura Indígena - Políticas educacionais e Desenvolvimento Sustentável da Ufam acreditam que o reconhecimento buscado pelas ongs não deve acontecer, porque já existe um órgão público cumprindo o papel de educar e formar a comunidade indígena no local. Para o vice-coordenador do curso Raimundo Nonato Pereira, a criação de uma Universidade Indígena, como querem as Ongs, desqualifica e coloca em questão o papel das universidades públicas. “Isso acaba criando uma confusão, e a medida que o poder público não cumpre o seu papel, abre espaço para oportunistas, porque os indígenas não têm como discernir as responsabilidades de cada instituição”.

Pereira destacou ainda os custos elevados para o desempenho das atividades no município. “O governo precisa investir mais nas próprias instituições. No Amazonas os custos são maiores, passagens aéreas para chegarmos ao município são caríssimas, e para irmos das sedes às comunidades gastamos mais de cinco mil litros de combustíveis por módulo”, ressaltou.

A coordenadora, Ivani Ferreira, acredita que os papéis de cada uma instituição estão bem claros. “As Ongs atuam com a formação de modo informal e a Ufam por ser um órgão federal oferece a qualificação formal”, definiu a coordenadora.

Ivani Ferreira ainda destaca que quase dois mil indígenas se inscreveram para a segunda turma do curso de Licenciatura Indígena da Ufam no município. A segunda turma é composta por 120 alunos, distribuidos em três turmas: tukano, baniwa e ticuna.

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