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Efeitos da redução do IPI: aumento da arrecadação de outros impostos e taxas resulta em superávit de R$ 6 bilhões

A estimativa é da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgada na quarta-feira (6), durante apresentação dos resultados mensais da indústria automobilística 09/11/2013 às 11:03
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A redução do IPI para automóveis e comerciais leves provocou uma perda para o Governo Federal de R$ 4,8 bilhões no período de maio do ano passado
ACRITICA.COM ---

O incentivo governamental ao aumento das vendas de automóveis e comerciais leves, em vigência desde maio de 2012, permitiu excelentes resultados para os governos federal, estaduais e municipais

O incremento das vendas pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) – com natural consequência sobre o preço para o consumidor – provocou o aumento da arrecadação de outros impostos e taxas governamentais, com superávit de mais de R$ 6 bilhões.

Esta estimativa é da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgada na quarta-feira (6), durante apresentação dos resultados mensais da indústria automobilística. A redução do IPI para automóveis e comerciais leves provocou uma perda para o Governo Federal de R$ 4,8 bilhões no período de maio do ano passado – quando a alíquota foi reduzida – a outubro deste ano.

Contudo, a arrecadação com outros impostos em âmbito federal, estadual e municipal, como PIS/COFINS, ICMS e IPVA, ficou R$ 6 bilhões maior, conforme comparativo entre a geração real e a hipótese de manutenção do IPI integral. 

Para Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, os cálculos clarificam os benefícios da redução do IPI. “De fato a arrecadação com o IPI foi menor em R$ 4,8 bilhões, mas nossas estimativas mostram que a arrecadação com os demais impostos não só compensou o valor como o superou em R$ 6 bilhões. Levaremos esta informação ao governo e vamos trabalhar para que o IPI fique no patamar atual em 2014 ou que seu ajuste seja o menor possível”.

O IPI reduzido entrou em vigor em maio de 2012, quando baixou de 7% para zero nos veículos com motorização de até 1000 cm³ e, posteriormente, em 1º de janeiro de 2013, reajustado para 2% – mesma taxa para veículos utilitários.

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