Balanço do Legislativo

Ele é um governador que escuta, diz Roberto Cidade

Presidente da ALE-AM ressaltou, durante balanço das atividades realizadas em 2021, que o primeiro ano de sua gestão foi tranquilo em relação ao ano anterior

Jefferson Ramos
19/12/2021 às 13:29.
Atualizado em 08/03/2022 às 19:12

(Foto: Hudson Fonseca/ALE-AM)

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), deputado Roberto Cidade (PV), disse que o relacionamento dele com o governador  Wilson Lima (PSC) é institucional. Na avaliação do parlamentar, seu primeiro ano de gestão foi calmo, referindo ao ano anterior, marcado por CPI e pedido de impeachment. As declarações foram dadas durante balanço das atividades realizadas pela Casa Legislativa em 2021, na sexta (17). 

“Temos que dizer que é uma relação de respeito. Ele é um governador que escuta, não um governador que impõe. Não é à toa que já tivemos várias decisões contra, vetamos vários projetos do governo”, declarou Cidade. 

Cidade fez a declaração durante coletiva de imprensa na sede da Assembleia onde ele fez um balanço do seuprimeiro ano da gestão nas presidência da  ALE-AM. Cidade reconheceu que o primeiro ano dele como presidente foi mais tranquilo do que o do seu antecessor, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Amazonas, ex-deputado Josué Neto (PRTB).

“Teve CPI (da Saúde) no primeiro biênio. Teve impeachment. A Assembleia teve aquele outro momento, mas da minha parte eu sempre vou olhar pelo o que fui eleito como deputado e sempre vou respeitar as instituições”, lembrou Roberto. 

Questionado sobre a ata de registo de preço para a compra de móveis e utensílios de escritório, Cidade confirmou que alguns itens da ata foram cancelados. Ele justificou a compra dizendo que a Casa tem móveis com mais de 15 anos. Segundo ele,  o processo licitatório começou andar em 2019. 

“Já mandei para a procuradoria e foram cancelados alguns itens ainda mais esses que estavam com valores absurdos. Isso já foi reduzido, já mandei rever. Se for assinar a ata vai ser com valores justos”, explicou. 

Roberto Cidade afirmou também que a criação das emendas de bancada, copiadas do Congresso Nacional,  foi combinada junto ao governador Wilson Lima. A CRÍTICA mostrou que as emendas de bancada vão garantir aos 24 deputados uma participação de R$ 136,6 milhões no orçamento do governo do Estado. 

O orçamento impositivo dos deputados já conta com R$ 204,9 milhões que foram aprovados nesta quinta-feira. A aprovação das emendas de bancada coincidiu com as eleições do ano que vem. Das emendas individuais, cada parlamentar vai indicar R$ 8,5 milhões. Metade deve investido em saúde e a outra metade é de empenho livre. 

“Esse ano a Assembleia conseguiu criar não só as emendas impositivas que já tinha, mas conseguimos construir junto ao Executivo as emendas de bancada, que são emendas que vai dar aí 0,8% do orçamento do Estado que vão ser destinadas para a Capital e o interior". 

Depois da votação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), ocorrida nesta quinta-feira, os deputados encerram o ano legislativo e já estão de férias. O recesso dura até a segunda semana de fevereiro . 

Cidade disse que uma das prioridades  para o ano que vem vai ser a entrega de um centro de mídias para a Assembleia.

Isolado

O deputado estadual  Dermilson Chagas (Podemos) disse que durante este ano não houve diálogo na Assembleia e que em 90% do tempo as sessões plenárias estiveram vazias. Dermilson é um dos deputados que pediu o fim das sessões plenárias virtuais implantadas como medidas de combate à covid,  que segundo ele, seria para estimular o debate e o diálogo entre os membros da Casa. Porém, o ano encerrou e as sessões híbridas ainda perduram. 

O deputado lamentou que, em 2021, não tenha havido, na avaliação dele, debate e diálogo no parlamento, onde, por diversas vezes, discursou para um plenário praticamente vazio, com a presença de pouquíssimos deputados, sendo os mais frequentes Serafim Corrêa (PSB), Wilker Barreto (sem partido), Sinésio Campos, Roberto Cidade (PV) e Delegado Péricles (PSL).

“O diálogo com a Assembleia não existe, o que existe é comando. Existem pessoas que obedecem ao governador e votam com o governo e outros que votam contra. Então, o que se tem aqui é simplesmente o comando dado pelo governo: vota a favor dele e acabou-se! Esse é o diálogo que existe da Casa com o governo. Afora isso, não existe diálogo”, disse.

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