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'Ele está muito abalado', diz mãe de ex-gerente de cachaçaria, que teme retornar a Manaus

Sem contato com o filho, Maria da Penha, 62, mãe de Pedro Marks, disse que Pedro Marks ainda não voltou à capital por medo do que possa acontecer com ele 07/01/2015 às 14:43
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Delegada Fabíola Queiroz, que preside o inquérito, diz que a boa vontade da família foi fundamental na investigação
perla soares Manaus (AM)

Quatro dias depois da família do coordenador de garçons da Cachaçaria do Dedé do Shopping Ponta Negra, Pedro Marks Brito Filho, 26, devolver à polícia R$ 80 mil furtados do estabelecimento, ele continua no Município de Urucuritiba (a 208 quilômetros de Manaus), com medo de voltar para Manaus. A mãe de Pedro, a aposentada Maria da Penha, disse que o filho está psicológicamente abalado e teme o que deve acontecer com ele.

"Ele está muito mal, abalado, não sabe o que fazer", relatou a aposentada, que contou ainda que está tendo dificuldades para se comunicar com Pedro. Segundo Maria, o filho só faz contato com o pai, que está em Itacoatiara (a 177 quilômetros da capital). A família também não sabe o paradeiro exato de Pedro.

"Não sabemos e ele está na casa de parentes ou de amigos em Urucurituba. Sei que ele vai voltar, mas ainda não sei quando, pois ele está muito preocupado com a situação e com o que irá acontecer com ele", disse Maria.

Pedro Marks Brito Filho fugiu com R$ 86 mil furtados da Cachaçaria do Dedé, no dia 31 de dezembro. A polícia chegou a investigar um suposto sequestro, após a família dele registrar o desaparecimento na delegacia, mas as investigações apontaram que não houve sequestro, e sim furto. Após a revelação na mídia, Pedro se arrependeu e devolveu quase todo o dinheiro à Policia Civil de Urucurituba, na manhã do último sábado (3).

Caso

Indiciado pelo furto de R$ 84,4 mil dos cofres da Cachaçaria do Dedé, localizado no shopping Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus, Pedro Marks Brito Filho era esperado em Manaus na tarde de segunda-feira (5). Ele estava no município de Urucurituba desde o dia 2 de janeiro e se entregou à polícia no último domingo (4).

Segundo informações da delegada titular do 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Fabíola Queiroz, o ex-funcionário responderá em liberdade por furto qualificado e não terá que prestar novos depoimentos para a Polícia Civil em Manaus.

A delegada disse que Paulo Marks alegou “um momento de fraqueza” como justificativa pelo furto. “A ficha dele só caiu quando entrou em contato com os familiares (no dia 2 de janeiro). Os familiares estavam muito preocupados e convenceram Pedro a se arrepender e devolver o dinheiro, e foi o que ocorreu”, disse a delegada.

Em depoimento prestado em Urucurituba, Pedro Marks disse que tentou sair de Manaus ainda no dia 31 de dezembro, mas não encontrou ônibus e taxis disponíveis para Itacoatiara, cidade onde nasceu e vive a maioria de seus familiares.

O ex-funcionário disse ainda que retirou o valor de forma aleatória do cofre e que só percebeu o montante de R$ 81,9 quando saiu do restaurante.
“Segundo ele (Pedro) o valor furtado foi R$ 81.900, porém ele entregou apenas R$ 80.900 porque R$ 1mil teria sido gastos em despesas na devolução do dinheiro na delegacia de Itacoatiara”, disse a delegada.

A advogada da Cachaçaria do Dedé, Danielle Dias, disse, no entanto, que o dono do estabelecimento tem documentos que comprovam a retirada de R$ 84,4 mil do cofre. “Possuímos documentos que comprovam que foi tirado este valor. Até o fim desta semana veremos se ele devolverá o restante do dinheiro ou teremos que acionar a Justiça”, disse.

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