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Eleição na CMM: Siglas punirão vereadores que votaram no candidato do prefeito Artur Neto

Com o apoio de 85% dos membros da Câmara Municipal, o prefeito Artur Neto conseguiu emplacar o vereador Wilker Barreto como presidente da Casa 18/12/2014 às 09:43
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Vereador Elias Emanuel (à esquerda), vereadora Professora Jaqueline Samuel e vereador Professor Samuel são alvos da punição
Raphael lobato Manaus (AM)

Eleito com 35 votos, a vitória do vereador Wilker Barreto (PHS) na disputa pela presidência da Câmara Municipal de Manaus (CMM) deixará um saldo de três parlamentares com processos de expulsão abertos pelos seus partidos. Entre os ameaçados está o vereador Elias Emanuel (PSB), indicado pelo prefeito Artur Neto (PSDB) para liderar a bancada governista da casa.

A cúpula do PSB havia decidido que o partido não votaria no candidato apoiado pelo prefeito. Na manhã de ontem, o presidente estadual da sigla e líder da bancada, vereador Marcelo Serafim, se lançou candidato e não recebeu o voto de Elias Emanuel, que acompanhou Wilker Barreto. A postura irritou a direção da sigla, que agora ameaça Elias de expulsão.

“Ele (Elias) deve se desfilar, mas nós entraremos ainda hoje (ontem) com o pedido de expulsão e enquadramento do vereador no código de ética”, disse Serafim. O parlamentar que só obteve o próprio voto fez intensa oposição a Barreto durante as negociações pela presidência e encabeçava o apoio ao vereador Ednailson Rozenha (PSDB).

“Eu não sinto que fui desobediente. Acho que votei com coerência. O PSB ontem mesmo votou a favor dos projetos que aumentam taxas no Implurb, aprovou as contas do prefeito, fez ajustes na Semef. Por que hoje eu faria diferente? O meu partido não rompeu com o prefeito”, disse Elias Emanuel. O partido do qual ele faz parte declarou que não se interessa em ocupar a liderança de Artur na casa.

Também serão alvos de processos de expulsão os vereadores Professor Samuel e Professora Jacqueline, filiados ao PPS do vice-prefeito Hissa Abrahão, eleito deputado federal pelo grupo adversário de Artur Neto nas eleições. Temendo punições, os parlamentares resistiam em declarar apoio a Barreto e cogitaram não comparecer a sessão de ontem.

“Eles serão processados e serão expulsos dentro das vias legais do partido e da justiça. O partido já expulsou vereadores antes e sobreviveu. O prefeito acha que está escolhendo um novo Hissa Abrahão para ser seu vice”, disse ontem o presidente da sigla, Guto Rodrigues, que foi exonerado da pasta de Trabalho (Semtrab) e teve o partido esvaziado da prefeitura em julho passado.

A resistência a Barreto na casa durante a votação ficou por contas dos vereadores Marcel Alexandre (PMDB) e Fabrício Lima (SDD), que lançaram candituras próprias e também só obtiveram os próprios votos. “Entrei na casa como amigo de Artur e agora saio sem saber, mas com a cabeça erguida”, disse Fabrício.

O candidato do PT, Professor Bibiano, teve os três votos da bancada petista.

‘Prevaleceu a melhor das propostas’, diz Barreto

Após a votação, Wilker Barreto disse que “o que prevaleceu foi a melhor das propostas” e declarou que irá priorizar “o cumprimento das leis municipais, o melhoramento das estruturas da casa e a mediação da casa de forma regimental, traçando metas específicas para o parlamento”. O eleito quer “avançar na qualidade dos serviços e priorizar o servidor”.

“Eu chego ao final deste ano completando seis anos de vida pública. Confesso que essa é uma nova etapa, diferente do que já vivi. A sociedade cobra muito desta casa e entendo que estou preparando para atender esses anseios, aproximando a Câmara do povo, fortalecendo as comissões, o funcionamento do parlamento”, disse Wilker, em plenário.

O presidente comentou o cenário de resistência entre membros da base aliada e do próprio PSDB. “Eu tive a honra de ser votado pelos quatro membros do PSDB. Houve diálogo. O prefeito falou com todos. Não foi guela abaixo como dizem. Eu saio agora de uma postura de líder, papel que executei bem, para uma postura com ainda mais responsabilidade”, completou.

A nova mesa diretora da CMM é composta por Hiram Nicolau como 1º vice-presidente e os vereadores Felipe Souza (PTN) e Amauri Colares (PSC), segundo e terceiro vice-presidentes respectivamente. Para secretaria geral foi eleita a vereadora Glória Carrate (PMN).

Os vereadores Isaac Tayah (PSD), Reizo Castelo Branco (PTB) e Francisco Jornada (PDT) ficaram, respectivamente, com as 1ª, 2ª e 3ª secretarias da mesa diretória. Comporá a ouvidoria-geral da casa o vereador Jairo Vidal (PPS) e a corregedoria ficará com o vereador Doutor Alonso (PTC).

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