Segunda-feira, 26 de Julho de 2021
Votação

Eleição para reitor da Ufam acontece de forma totalmente virtual

Três chapas concorrem aos cargos na primeira eleição totalmente virtual da instituição de ensino.



show_show_show_ufam_92B2609D-5E31-46E3-935E-737405ADFFBE.jpg Foto: Reprodução/Internet
10/03/2021 às 17:32

A comunidade acadêmica da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) vai às urnas nesta quarta e quinta-feira (10 e 11), para escolher seus gestores pelo próximo quadriênio (2021-2025). Três chapas concorrem aos cargos na primeira eleição totalmente virtual da instituição de ensino.


A votação está sendo realizada por meio do Sistema Aberto de Eleições Eletrônicas (Saele) que deve receber ao menos 25 mil acessos nestes dois dias. Para votar os alunos, professores e colaboradores da IES preenchem as informações do login de acesso ao sistema digital E-Campus da própria universidade. 




A presidente da Comissão de Consulta à Comunidade Universitária, Iolete Ribeiro, assegura que a senha pessoal do sistema impedirá fraudes no pleito. Além disso, segundo ela, o software do Governo Federal é usado há muitos anos para esse fim, nas eleições para reitoria na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, por exemplo. 


A comissão permitiu ainda que os candidatos realizassem verificações para constatar a seguridade do processo eleitoral. 


"Dentro do próprio sistema existem  mecanismos de proteção contra qualquer invasão ou adulteração. Esse sistema foi apresentado para as três chapas e foi colocada a possibilidade, inclusive, de se alguma chapa desejasse, fazer um auditoria de sistema, mas todas atestaram a a confiança no sistema", reforçou Iolete.
Até a tarde dessa quarta-feira (10) o sistema não apresentou grandes problemas e as votações transcorream dentro da normalidade. Graças a inovação tecnológica a apuração ocorrerá ainda amanhã (11) e o vencedor será conhecido após às 19h. 

Os candidatos

A professora Andrea Waichman é cabeça da chapa “Inova Ufam” e juntamente com a também professora Margarida Carmo pretende colocar o ensino da instituição no século XXI. Apostando na inovação para superar os problemas trazidos pela Covid-19, como principais propostas estão: a descentralização de processos acadêmicos e efetivação da autonomia no interior.


"Nossa gestão vai ter muito trabalho de articulação com o setor privado, mas também articulação nacional para que a proposta orçamentária da universitária seja respeitada", ressaltou.


Marco Antônio Mendonça, está à frente da chapa “Ufam Mais” e tem como seu vice o atual diretor do Instituto de Ciências Exatas, Raimundo Passos. Marcão, como é conhecido, tem como principal proposta a desburocratização dos processos para acelerar investimentos na instituição. Ele promete periodizar a Ufam até 2023.
"Temos que pensar na diversidade da universidade. Hoje já há como viabilizar várias disciplinas de vários cursos de maneira virtual. Mas vamos ter que fazer uma adequação na oferta de disciplinas para que todos os discentes possam acessá-las", explicou.


Sylvio Mário Pulga está em busca a reeleição ao cargo de reitor da Ufam. Agora ao lado da professora Teca Fraxe, quer dar continuidade ao seus projetos que, até 2019, elevou de 3 para 4, o Indíce Geral de Cursos. Ele pretende recuperar as perdas da pandemia, chegando a nota 5 no MEC.
"Para essa nova gestão com a professora Teca, a gente se propõe a manter as conquistas que tivemos no primeiro mandato, e fazer com que possamos elevar cada vez mais o nome da nossa instituição no plano local, nacional e internacional", indicou.

A lista tríplice


Mesmo com pespectivas  administravas diferentes, os três candidatos ao cargo de reitor se comprometeram com o respeito à decisão da comunidade. Por isso, durante as reuniões do Conselho Universitário (Consuni) ficou definido: aqueles que não forem os favoritos não ingressaram na lista tríplice.


O respeito a lista é uma tradição nas instituições de ensino pública desde os anos 90. Nela são encaminhadas os nomes escolhidos pelos membros da acadêmica ao Ministério da Educação (MEC) e o presidente da República dá o veredito final baseado na escolha democrática da universidade.


Entretanto, o presidente Jair Bolsonaro tem preferido candidatos alinhados com o seu posicionamento ideológico. O orçamento das universidades também tem sido alvo, uma vez que em comparação ao ano anterior caiu R$ 110 milhões, passando de R$ 885 milhões em 2019, para R$ 775 milhões em 2020.
A decisão tomada em conjunto pelas chapas da Ufam visa, justamente impedir a intervenção Federal no ensino superior público.

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