Sábado, 15 de Agosto de 2020
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Eleições 2014: Candidatos sem nível superior somam 54% no AM

Dos 723 candidatos que pediram registro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) para disputar as eleições no Amazonas, 390 não têm formação universitária



1.gif Presidente do TRE, desembargadora Socorro Guedes, durante reunião em que os candidatos ao Governo do Estado assinaram pacto contra a baixaria na campanha
01/08/2014 às 10:01

O percentual de candidatos que não possuem curso superior e que querem disputar as eleições deste ano no Amazonas é de 43%. Se forem considerados os que não concluíram a graduação, o percentual sobe para 54%. Entre os que declararam ocupação, a maioria dos candidatos informou ser empresário. São 89 candidatos ou 12,3%.

Os dados, disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – www.tse.jus.br –, apontam que dos 723 candidatos que foram cadastrados no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) 390 não possuem formação superior. Destes, 79 chegaram a iniciar uma graduação, mas não concluíram. Os outros 333 possuem formação completa.



Entre os que não possuem graduação, a maioria, 228 candidatos ou 31,5%, concluiu o ensino médio completo. Com o ensino médio incompleto, aparecem 13 candidatos na lista do TSE. Outros 58 candidatos possuem o ensino fundamental, sendo que 35 concluíram essa etapa dos estudos. Somente, 12 candidatos informaram que sabem apenas ler e escrever.

‘Outros’

Quanto à ocupação, o levantamento informa que 118 candidatos, ou 16,3%, declararam à Justiça Eleitoral que seu emprego não se encaixa em nenhum dos 96 relacionados pelo TSE e aparecem com opção “outro”.

Na lista das ocupações e profissões declaradas pelos candidatos, servidor público estadual é a que figura na segunda colocação – são 32 candidatos, o que representa 4,4% do total. Em seguida, “deputado” aparece como a ocupação de 3,9% dos candidatos. Na lista das dez ocupações mais registradas estão 26 administradores (3,6%), 25 servidores públicos municipais (3,4%), 25 vereadores (3,4%), 24 comerciantes (3,3%), 20 advogados (2,7%), 20 professores de ensino médio (2,7%) e 18 médicos (2,5%).

Entre os candidatos estão ainda 17 policiais militares (2,3%) e 14 estudantes (1,9%). Com 11 representantes entre os candidatos estão aposentados, assistentes sociais, professores do ensino fundamental, professores do ensino superior e agentes administrativos.

Perfil

Cinco dos sete candidatos a governador possuem formação superior. São eles: Abel Alves (Psol), advogado; Chico Preto (PMN), deputado; Eduardo Braga (PMDB), senador; José Melo (Pros), governador; e Marcelo Ramos (PSB), deputado. Luiz Navarro (PCB), que não concluiu o ensino médio, informa que é trabalhador da construção civil. Já Herbert Amazonas (PSTU) tem o ensino médio concluído e é servidor público federal, trabalha nos Correios.

Seis dos sete candidatos a vice são graduados: Francisco Castelo (PCB), veterinário, aposentado; Gilberto Vasconcelos (PSTU), professor do ensino fundamental; Gustavo Braz (PMN), advogado; Mário Lúcio (Psol), professor univeristário; e Rebecca Garcia (PP), deputada. Henrique Oliveira (SDD), deputado, não concluiu a graduação.

Cinco dos seis candidatos a senador têm formação superior: Francisco Praciano (PT), Jonatas Almeida (PMN), Marcelo Serafim (PSB), Omar Aziz (PSD) e Professor Queiroz (Psol). Júlio Cézar (Psol) tem o ensino médio.

Nem todas as siglas preenchem cota

Uma alteração na Lei das Eleições (lei federal 9.504/1997) feita há cinco anos (a lei federal 12.034/2009) tornou obrigatório o cumprimento de cota mínima de 30% de candidaturas de um gênero e a máxima de 70% do outro, garantindo às mulheres um terço das candidaturas para os cargos proporcionais no Legislativo (deputados estaduais, federais e vereadores).

A lei previa que o partido ou coligação deveria “reservar” o percentual para candidatas, mas a alteração garantiu que as instâncias partidárias devem “preencher” a cota mínima. Dados disponibilizados pelo TSE revelam que coligações no Amazonas não chegaram a preencher o percentual mínimo para essas eleições no ato do pedido de registro. Esse número, contudo, pode mudar ao final do julgamento das candidaturas.

Para o cargo de deputado federal, a coligação “Fazendo Mais por Nossa Gente” (Pros- DEM-PSDB-PR-PTN-PSC-PTdoB-PTC-PRTB-PEN-PV-PHS-PSL-PSD-SDD) não alcançou os 30% de candidaturas femininas no ato da apresentação dos pedidos de registro ao TRE. Dos 24 candidatos, sete são mulheres, o que representa 29,1%.

O PRP, que vai sair sozinho, só registrou 16% de participação feminina – entre sete candidatos homens, apenas uma mulher. Para o cargo de deputado estadual, a coligação “Renovação e Experiência I” (PMDB- PP- PT- PTB- PRB) marcou 29,7% de mulheres entre os candidatos. De 52, elas são 22. Para as vagas do Executivo e para o Senado, não há regras que determinem uma participação feminina mínima nas campanhas.

Dados divulgados pelo TSE mostram que 7.407 mulheres se candidataram este ano em todo o País. Há quatro anos atrás, 5.056 candidatas concorreram O número de mulheres que disputarão o pleito no dia 5 de outubro é 46,5% maior do que na última eleição, em 2010.

De quase 25 mil candidatos em todo o Brasil, 7.407 são do sexo feminino, representando 29,73% do total de concorrentes em 2014. Na Eleição de 2010, eram 5.056 candidatas (22,43%).

A disputa para deputado federal e estadual registrou o maior número de mulheres candidatas: 7.237 candidaturas, 2.404 a mais do que em 2010. Nas eleições deste ano, 2.057 mulheres (30,45%) irão concorrer para deputada federal. Nos estados, o número também é expressivo, com 4.880 candidaturas femininas (30,04%) que disputarão as vagas nas Assembleias Legislativas.


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