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Eleições 2016: Dermilson Chagas assume o comando do Partido Novo no Amazonas

Deputado estadual deixa o PDT e garante o comando regional do Novo, cujo registro foi aprovado pelo TSE há uma semana 24/09/2015 às 12:11
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Segundo Dermilson Chagas, o Novo está se esforçando para cumprir a burocracia exigida pela legislação eleitoral
Aristide Furtado Manaus (AM)

Depois de anunciar a sua saída do PDT por discriminação, o deputado estadual Dermilson Chagas afirmou ontem que assumiu o comando do Partido Novo (Novo) no Amazonas, legenda que teve o registro aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira da semana passada. A informação contrasta com as regras divulgadas pelo Novo, em seu site, como o diferencial em relação as outras legendas, de que a gestão partidária não pode ser feita por candidato ou por ocupante de cargo eletivo.

Em entrevista publicada na edição de A CRÍTICA do dia 7 deste mês, Dermilson Chagas disse que só conseguiu viabilizar sua candidatura à Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) porque apelou para o presidente nacional do PDT, Carlos Luppi. O parlamentar informou que, desde o momento em que autorizou fiscalização de questões trabalhistas em uma empresa do presidente regional do PDT, Stone Machado, sofreu retaliações na legenda.

Na nova agremiação, o parlamentar só poderá  concorrer a uma reeleição na ALE-AM.  A não ser que consiga mudar o estatuto do partido novo. Se isso não ocorrer e ele, por exemplo, for reeleito em 2018, terá que buscar outra sigla para continuar como deputado estadual. A proibição  consta do artigo 99 do estatuto do Novo. Onde diz que é vetado  ao filiado eleito para cargo no Poder Legislativo que se candidate a mais de uma reeleição consecutiva. A regra também é divulgada como um dos diferenciais do partido para limitar o “carreirismo político”.

Filiações

A nove dias do prazo final de filiação e oficialização dos ógãos partidários que pretendem lançar candidaturas nas eleições municipais do próximo ano, o Novo, segundo o deputado Dermilson Chagas, corre de um lado para o outro para cumprir a burocracia exigida pela legislação eleitoral no tocante à formação dos diretórios municipais e de outro para conseguir adesões de filiados co vistas no pleito de 2016. O parlamentar disse, sem citar nomes, que alguns colegas da ALE-AM manifestaram interesse de ingressar no Novo, assim como dois  vereadores da Câmara Municipal de Manaus.

Em relação à proibição de parlamentares ocuparem cargo de direção do PN, o estatuto do partido diz que: “é vedado aos membros dos Diretórios Estaduais ou Distrital, durante o exercício do respectivo cargo e até 12 meses após tê-lo deixado, apresentar  pré-candidatura ou candidatar-se a cargo eletivo do Poder Executivo ou Legislativo. Esta restrição não se aplica durante a fase inicial de criação e consolidação do Novo, e entrará em vigor imediatamente após as eleições municipais de 2012”.

Debandada do PDT para o Novo

De acordo com o deputado Dermilson Chagas, muitos filiados do PDT estão debandando para o Partido Novo. “Muitos filiados do PDT, gente com  20 anos de filiação, estão  pedindo para sair e para entrar no Novo. Estou deixando a sigla não estou deixando os amigos. Estamos acolhendo as pessoas do PDT”, disse Dermilson.

Novo no nome, o partido, no Amazonas, atuará na Assembleia Legislativa na base do governador José Melo (Pros). Ao ser questionado sobre sua relação com o governo estadual, o deputado respondeu: “É  pacífica, normal. Coerente. Do lado do governo, defendendo o que é certo, defendendo a sociedade. Criticar por criticar não é minha sina. Com dinheiro se faz tudo, sem dinheiro não podemos só comprar lenço”, disse o deputado.

Sobre sua saída do PDT, o parlamentar disse que ainda enviará à direção da sigla sua carta informando a desfiliação.

Nove diretórios estaduais

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, na sessão do dia 15 deste mês, a criação do Partido Novo, o 33º com registro definitivo na Corte. Nas urnas, o número da legenda será o 30. Além das 492 mil assinaturas entregues ao TSE, o Novo fundou nove diretórios estaduais (em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Rio Grande do Norte) e quatro núcleos de apoio (no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Pernambuco).

PHS está montando projeto competitivo

O PHS, do presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Wilker Barreto, já dá como certa a filiação de três vereadores: os professores Samuel e Jacqueline, ambos sem partido,  e Vilma Queiroz (Pros). A informação foi dada ontem pelo próprio Wilker Barreto, presidente estadual da legenda.

O dirigente partidário também informou que cinco ex-vereadores de Manaus também estão com os passes confirmados. São eles Eloi Abreu, doutor Vitor, doutor Denis, Ayr José e Cida Gurgel. “O partido hoje trabalha com filiados que tenham  quatro mil votos para vereador. Estou montando um projeto competitivo. Vamos sair com uma chapa puro sangue e coligando com o prefeito Artur Neto na majoritária. Com essa estrategia o  PHS tem como meta conquistar quatro vagas na Câmara Municipal de Manaus”, disse Wilker Barreto. 

Segundo ele, o partido organizou  40 novas executivas municipais no interior do Estado.  E conseguiu a adesão de vários vereadores nos municípios. “O PHS marcha dentro do projeto do prefeito Artur para 2016, mas não coliga na proporcional. Temos numero satisfatório de filiados”, afirmou o vereador.

Ao ser questionado sobre sua ida para o PHS, o vereador Professor Samuel disse que só vai tomar uma decisão na próxima semana. “A gente está tendo conversa com o PHS, DEM e o PTN. A nossa decisão está entre esses três partidos. O critério definido é a lista do grupo onde a gente tenha uma disputa mais igualitária para a reeleição. A decisão da filiação é meio caminho andado para a reeleição”, disse o parlamentar, ressaltando que as únicas siglas que não entraria de jeito nenhum seriam o PMDB e o PT.

“Mesmo que eles fossem da base de Artur eu não iria.  Não tenho nenhuma afinidade. E a situação que o País atravessa. Um caos total. Não quero fazer parte disso”, ressaltou Samuel.

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