Sábado, 24 de Agosto de 2019
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Eleitores de Iranduba tiveram dificuldades para votar utilizando identificação biométrica

Na estreia da utilização do programa, o município do AM registrou dificuldades com as urnas que demoraram a fazer o reconhecimento de impressões digitais



1.gif Problemas eram esperados com a biometria, diz Luciana Nasser
06/10/2014 às 09:24

Na primeira eleição utilizando o programa de Identificação Biométrica do Eleitor, considerado o futuro da Justiça Eleitoral, o Município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus) registrou dificuldades com urnas que demoraram a fazer o reconhecimento das impressões digitais. Em alguns casos, especialmente na Vila do Paricatuba e na comunidade do Lago do Limão, o cidadão só votou após a liberação do presidente da seção eleitoral.

“Colocava meu dedo na máquina, mas não dava certo. O mesário tentou umas duas vezes e só depois consegui votar”, contou o aposentado Josué Ribeiro dos Santos, 72, eleitor da 56ª Zona Eleitoral, e que votou na Escola Estadual Senador João Bosco Ramos de Lima, no Cacau-Pirêra.

Na Vila do Paricatuba, eleitores encontraram a mesma dificuldade. “O processo de identificação biométrica está muito lento e, às vezes, esgotamos as oito tentativas para fazer a leitura da digital; mesmo assim, o eleitor não deixa de votar porque liberamos a votação”, explicou o presidente das seções 44ª e 88ª do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE/AM), Alberto dos Santos Monteiro.

As duas seções funcionaram na Escola Municipal Professor Cícero Monteiro, o único local de votação da Vila do Paricatuba, onde eram esperados 465 eleitores.

Moradora da comunidade do Lago do Limão, Lúcia Cristina Oliveira Gomes, 34, foi identificada como eleitora somente na segunda tentativa e pode votar em seus candidatos, na Escola Municipal Professora Maria Auxiliadora Mesquita Simas. Cinco seções foram instaladas na única unidade de ensino da comunidade, onde 850 pessoas iriam votar.

A juíza eleitoral de Iranduba, Luciana Eira Nasser, explicou que essa situação era esperada, especialmente com os eleitores idosos e agricultores porque há uma dificuldade natural na leitura da impressão digital dessas pessoas. “Idosos têm mais dificuldade de fazer a leitura digital, assim como pessoas que trabalham na agricultura. Mas quando essa situação era verificada, os mesários estavam orientados e o eleitor votou após a liberação do presidente”, explicou a juíza.

Neste domingo (5), a presidente do TRE/AM, Socorro Guedes, afirmou que a eleição no Amazonas com a de Identificação Biométrica ocorreram em sete municípios da Região Metropolitana de Manaus. “Significa uma segurança a mais para todo processo eleitoral, garantindo um sistema de votação verdadeiramente democrático”, declarou. A medida impede que uma pessoa tente se passar por outra no momento da identificação em um pleito.

Quase sete mil ficaram sem votar no município

Quase sete mil eleitores de Iranduba (AM) não puderam votar porque não participaram do cadastramento biométrico realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AM) no município e tiveram os títulos de eleitor cancelados.

Isso aconteceu com a administradora Monique Carla Morais dos Santos. Ontem, ela se surpreendeu quando compareceu à seção eleitoral e não conseguiu votar. “Eu não fiz o cadastramento biométrico porque estava fora do município na época”, comentou.

Todos os eleitores nessa condição, devem procurar o cartório eleitoral para regularizar a sua situação junto à Justiça Eleitoral, a partir desta semana.

Por conta disso, Iranduba esperou a votação de 20.902 eleitores, nas 94 seções distribuídas nas zonas rural (34 seções) e urbana (60). Oitenta policiais militares acompanharam as eleições. Até 15h, não houve registro de boca de urna ou de compra de votos. A juíza eleitoral Luciana Nasser e a promotora Nilda Silva de Sousa percorreram todos os locais de votação para fiscalizar o andamento do pleito.

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