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Elevação no preço da gasolina e do diesel deve encarecer outros serviços e produtos

O diagnóstico foi feito pelo presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Marcus Evangelista, que acrescentou que o contribuinte da Região Norte é o que mais vai sentir mais o peso desse aumento 31/01/2013 às 09:03
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Elevação no preço da gasolina e do diesel deve encarecer passagem de ônibus, corrida de táxi e alimentação
Cinthia Guimarães Manaus

O reajuste no preço da gasolina e do diesel pela Petrobras irá refletir, em breve, no aumento de uma série de serviços e produtos, condicionados ao custo do combustível. É o caso da tarifa de transporte coletivo, da bandeirada do táxi, da passagem de ônibus interestadual, do frete por empresas do comércio e indústria e da alimentação.

O diagnóstico foi feito pelo presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Marcus Evangelista, que acrescentou que o contribuinte da Região Norte vai sentir mais o peso desse aumento do que as demais regiões em razão do custo do transporte.

“A sociedade vai sentir esse aumento de várias maneiras. Primeiro no abastecimento. No segundo momento, em todo o Estado por estarmos isolado e tudo que consumirmos vir de fora. Isso porque vai alterar o custo do frete e consequentemente os produtos e serviços que utilizamos. Tem também a questão do transporte coletivo que brevemente as empresas pedirão e aumento nos gastos com lazer da família. Vai influenciar em todos os setores da economia”, explicou o economista.

Prova disso é que o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) já deixou claro que vai pedir o aumento da tarifa que hoje custa R$ 2,75.

“Considerando o efeito de tal reajuste do óleo diesel, somado ao efeito cascata que o mesmo impõe à economia; considerando reajuste dos demais custos e insumos utilizados na prestação do importante serviço em tela e, ainda, considerando os investimentos efetuados pelas empresas concessionárias, da ordem de R$ 320 milhões na aquisição de 881 ônibus novos, mostra-se fundamental que as autoridades competentes se sensibilizem a fim adequar a remuneração do serviço aos parâmetros necessários a sua viabilidade com eficiência nos termos contratuais e legais”, disse em nota o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges de Moraes.

O presidente do Sindicato dos Taxistas do Amazonas (Sintax/AM), Luiz Augusto Aguiar, afirmou que a categoria vai solicitar da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) o aumento na bandeirada do táxi, que já está há dois anos sem revisão. “É preciso fazer uma planilha de custo para pedirmos reajuste, assim que sentirmos o aumento”, disse.

(A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa).

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