Terça-feira, 24 de Setembro de 2019
Notícias

'Eliza foi enforcada e teve o corpo jogado para cães', diz Bruno em tribunal

Bruno é julgado por júri popular. O ex-goleiro é acusado de ter ordenado o sequestro e morte da modelo Eliza Samudio e de ter ocultado o cadáver da vítima



1.jpg Bruno é julgado por júri popular. O ex-goleiro é acusado de ter ordenado o sequestro e morte da modelo Eliza Samudio e de ter ocultado o cadáver da vítima
06/03/2013 às 19:00

O ex-goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes das Dores de Souza, culpou seu ex-assessor Luiz Henrique Romão, o Macarrão, pela morte de Eliza Samudio. O depoimento do ex-goleiro ocorreu no Fórum de Contagem, em Minas Gerais, nesta quarta-feira (6). 

De acordo com a versão de Bruno, a morte de Eliza ocorreu na sexta-feira, 11 de junho de 2010 ---a polícia diz que Eliza morreu em 10 de junho.

O jogador negou ter sido o mandante da morte de sua amante, Eliza Samudio, mas admitiu parte de responsabilidade pelo crime. "Como mandante dos fatos, eu nego, mas, de certa forma, me sinto culpado", disse, referindo-se ao sequestro e morte de Eliza, bem como o sequestro do bebê. Segundo Bruno, Eliza foi enforcada e em seguida, teve o corpo esquartejado e jogado para os cachorros.

“Fiquei desesperado uma hora e meia, chorei muito. "Macarrão o que você fez?", eu perguntei. Ele falou que resolveu o problema porque a menina estava "demais". Ele disse que ela estava incomodando demais, atrapalhando seus projetos, seus planos. Naquele momento senti medo”, disse Bruno que foi informado do ocorrido pelo seu primo, Jorge Luiz Rosa.

Ainda de acordo com Bruno, Jorge contou que Macarrão deixou Eliza perto do Estádio do Mineirão, e parou para conversar com uma pessoa pelo telefone. Nesse momento, uma moto apareceu. Bruno disse que o carro seguiu e ela foi entregue numa casa para um homem conhecido como Neném.

“Lá, ele perguntou se ela era usuária de drogas e cheirou a mão dela em seguida. Nessa hora, o homem pediu para o Macarrão amarrar a mão dela, e ela foi enforcada. Depois, Macarrão chutou Eliza, que depois teve o corpo esquartejado e jogado para os cachorros”, finalizou o goleiro.

Bruno calou-se

Quando se deu o início dos questionamentos da promotoria sobre o caso, Bruno não respondeu a nenhuma pergunta feita por orientação de seus advogados de defesa.

O promotor Henry Wagner de Castro questionou o goleiro se ele conhecia Cleiton da Silva Gonçalves (motorista de Bruno em MG), e se ele teria dito ao mesmo que Eliza Samudio estava presa no sítio, e que ninguém poderia ficar sabendo. O goleiro ficou em silêncio.

Continuando suas perguntas, ele perguntou a Bruno se ele disse a Cleiton que "a m... já estava feita e que agora ele teria que viver com aquilo", o goleiro calou-se.

Após as perguntas do promotor, é a vez de Ércio Quaresma, advogado de Neném, apontado como executor de Eliza, fazer seus questionamentos. Neste momento Bruno se retira d plenário mas Quaresma continua com seus questionamentos mesmo assim. Uma estratégia anteriormente pela promotoria para influenciar os jurados.

Bruno começa a responder perguntas dos jurados

Ao retornar para o plenário após uma pausa, Bruno Fernandes concorda em responder perguntas dos jurados. Elas são enviadas em um bilhete à juíza Rosanne D'Agostino que lê para o réu.

Na primeira pergunta o jurado questiona porquê Bruno não denunciou Macarrão logo que soube do assassinato. Ele responde que ficou com medo dos envolvidos no crime matarem ele e suas filhas, além do fato de conhecer Macarrão há muito tempo.

Outra pergunta foi referente a porquê Bruno não procurou um laboratório de DNA para realizar um teste sanguineo e comprovar se o filho era ou não dele. Bruno respondeu que não teve tempo, e também desconhecia qualquer laboratório perto de onde morava.

Bruno ficou em dúvida ao responder a razão pela qual resolveu mudar o nome de Bruninho para Ryan Iury após a morte de Eliza Samudio. "Pelo fato da criança... para eu poder ficar com a criança, poder protegê-la. E sabia que mais cedo ou mais tarde as investigações iam chegar na criança e eu tentei... é... não tenho como explicar para a senhora... eu tentei...despistar", disse.

Após os questionamentos dos jurados, a juíza Rosanne D'Agostino encerra a sessão que deve ser retomada na manhã de quinta-feira (7).


 *Com informações de Agências



Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.