Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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Em 2015, violência contra jornalistas no Brasil cresceu

Região Norte, que em 2014 foi classificada como a quarta mais violenta para jornalistas, ano passado apareceu em terceiro lugar


22/01/2016 às 21:00

Aumentaram no Brasil as agressões contra os profissionais da mídia. Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa-2015, divulgado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), revela 137 ocorrências contra profissionais da imprensa, televisão, rádio, blogs e demais mídias digitais. São oito casos a mais do que os 129 registrados no ano anterior.

Na Região Norte, que em 2014 foi classificada como a quarta mais violenta para jornalistas, ano passado apareceu em terceiro lugar. Foram registradas 22 (16,06%) ocorrências. O Pará foi o estado com o maior número de casos: 13 registros. No Tocantins, foram outros quatro casos e, no Amazonas, dois. Já nos estados do Acre, Rondônia e Roraima foi registrado um caso, em cada.

O Sudeste liderou o ranking, com 57 casos, o que representa 41,6% do total; o Nordeste ficou em segundo lugar entre as mais violentas para os jornalistas, com 29 casos, equivalente a 21,16% do total; no Sul houve 18 tipos de agressões (13,14%) e na região Centro-Oeste, 11 casos de violência contra jornalistas (8,03%).

Relatos

Em 12 de maio de 2015, os jornalistas Débora Holanda e Roberto Araújo, repórter e repórter cinematográfico da TV A Crítica/Record, da Rede Calderaro de Comunicação, foram vítimas de agressão de policiais militares, inclusive, alguns à paisana. Eles tentavam fazer a cobertura jornalística de uma reunião entre os policiais, na Comunidade Jesus me Deu, Zona Norte de Manaus.

O segundo caso no Amazonas ocorreu em 5 de julho, quando o delegado da Polícia Federal (PF), Leon Emerich tomou de forma abusiva o telefone celular e o cartão da máquina fotográfica de uma repórter do jornal Diário do Amazonas, em sessão do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas.

Segundo o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Amazonas, Wilson Reis, a agressão de policiais à repórter da TV A Critica/Record, Débora Holanda, e ao cinegrafista Roberto Araújo, foi denunciada ao Comando da Polícia Militar do Amazonas que instaurou inquérito interno para apurar o caso. O comandante da época comprometeu-se a informar o Sindicato dos Jornalistas quando as investigações chegarem à conclusão. A entidade também fez nota de repúdio quando a violência ocorreu.

No caso da agressão contra a jornalista do jornal Diário do Amazonas, Wilson Reis informou que fez contato com a direção do veículo colocando o sindicato à disposição para tomar as providências. Um diretor do jornal disse que as ações seriam tomadas pela assessoria jurídica.  

Assassinatos

O número de assassinatos de jornalistas caiu, mas cresceu o de assassinatos de outros comunicadores.

Em 2014, três jornalistas e quatro comunicadores foram assassinados. Já em 2015, houve duas mortes de jornalistas e nove mortes de outros comunicadores. Foram registrados 16 casos de agressões verbais, 28 de ameaças e/ou intimidações, nove atentados, 13 ocorrências de impedimento do exercício profissional, nove cerceamentos à liberdade de expressão por meio de ações judiciais, oito prisões e ainda um caso de censura.

Agentes públicos agressores

Seguindo a tendência verificada em 2013 e 2014, as agressões contra jornalistas tiveram como principais autores os policiais militares, especialmente nos casos registrados em manifestações de rua. Ao todo, a categoria policial foi responsável por 28 (20,44%), das 137 agressões.

Seguranças privados foram os agressores em quatro ocorrências. Em segundo lugar, aparecem os políticos/assessores/parentes com 21 (15,33%) ocorrências.

Criminosos de aluguel foram os responsáveis diretos pelos dois assassinatos de jornalistas ocorridos no País e também pelos atentados, chegando a 11 casos de violência (8,03% do total). Procuradores/juízes foram responsáveis por seis (4,37%) casos de violência e empresários por outros sete (5,11%).

No lançamento do Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa 2015, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) manifestou preocupação com o crescimento das agressões à categoria e defendeu medidas para combater a violência, entre elas, a criação do Observatório da Violência contra Comunicadores, a instituição de um Protocolo de Segurança a ser adotado pelas empresas de comunicação e de outro protocolo direcionado às forças de segurança no País.

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