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Cotidiano
Saúde

Em 2017, 100 mil pacientes devem iniciar tratamento de HIV com novo medicamento

De acordo com a coordenadora estadual de DST/AIDS e Hepatites Virais, Silvana Lima, essa medicação já é utilizada por outros países no tratamento da doença 07/10/2016 às 13:48
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acritica.com Manaus (AM)

Amazonas aguarda receber do Ministério da Saúde (MS), nos próximos meses, o suplemento do Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas com as orientações para uso do Dolutegravir, o novo medicamento que passará a ser disponibilizado para tratamento de pacientes com HIV. A expectativa é que a partir do próximo ano, 100 mil pessoas, no País, comecem a utilizar o remédio, indicado primeiramente para os pacientes em início de tratamento e àqueles que apresentarem resistência aos outros medicamentos que já fazem uso. 

De acordo com a coordenadora estadual de DST/AIDS e Hepatites Virais, Silvana Lima, essa medicação já é utilizada por outros países no tratamento da doença. Ela esclarece que o Dolutegravir apresenta alta potência e menos eventos adversos. Além disso, o novo medicamento também diminui as chances de aparecimento de vírus resistentes ao longo do tratamento. A diminuição  eventos adversos é importante para os pacientes, que devem tomar o medicamento todos os dias, para o resto da vida. Com menos eventos adversos, os pacientes terão melhor adesão e maior sucesso no tratamento.

Silvana explica que, hoje, o paciente com HIV faz o tratamento chamado de “três em um”, que reúne, em uma só cápsula, os remédios Tenofovir, Lamuvudina e Efavirenz. Atualmente esse medicamento é utilizado como primeira linha para os pacientes que iniciam o tratamento. Apesar de alta potência pode causar eventos adversos como insônia ou sonolência excessiva, dores de cabeça, alucinação, entre outras. “Esses pacientes terão a possibilidade de tomar o Tenofovir e a Lamuvudina, em uma só cápsula, e o Dolutegravir separadamente, substituindo o  Efavirenz, por exemplo”, detalhou.

Segundo Silvana Lima, os pacientes que fazem o tratamento “três em um” e já estão adaptados, devem continuar com a medicação normalmente, conforme orientação médica.

Prevenção

A coordenadora ressalta que apesar dos avanços no tratamento de HIV nos últimos anos, a população não deve deixar de se prevenir, usando sempre o preservativo nas suas relações sexuais, pois o coquetel só trata os pacientes com HIV. Entretanto, o preservativo protege de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), como a sífilis, as hepatites B e C, a gonorreia e outras. Ela diz que as pessoas precisam ter consciência de que mesmo tendo tratamento que oferece qualidade de vida ao paciente, a AIDS continua sendo uma doença grave, não tem cura e pode levar à morte.

A Coordenação Estadual de DST/AIDS, que é vinculada à Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), registrou de janeiro a agosto de 2016, 1.369 casos de HIV/AIDS no Amazonas.  

*Com informações da assessoria de comunicação.

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