Domingo, 16 de Maio de 2021
Pesquisa

Em 2019, mais de 30% dos estudantes do Amazonas não utilizaram internet

O levantamento mostra que a falta de serviço de rede impediu 19,6% da população de acessar à internet, em 2019. Entre os estudantes do Estado, 31,2% não utilizaram a internet no período de referência da pesquisa



universidade-ensino-a-distancia_AE83FF4F-AC7C-4DFB-AC0D-42CCC52A33B7.jpg Foto: Reprodução/Internet
14/04/2021 às 16:03

No Amazonas, 19,6% dos domicílios pesquisados não acessaram a internet por falta de serviço de rede, percentual que representa o segundo maior dentre todos os Estados do país, menor apenas do que o do Acre (30,6%).

Além disso, 67,7% da população de 10 anos ou mais no Amazonas possuía telefone móvel, em 2019. E 9,4% das pessoas que não possuíam celular para uso disseram que o motivo para não possuírem os telefones era a falta de serviço de telefonia móvel disponível, percentual também inferior apenas ao do Acre (20,7%).



Outro percentual expressivo para o Amazonas diz respeito aos domicílios que utilizaram a internet: em 99,8% deles, o telefone celular era utilizado para esta finalidade. Além disso, 32,9% dos domicílios do Estado possuíam serviço de televisão por assinatura, o maior percentual das Regiões Norte e Nordeste.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, com tema suplementar sobre Tecnologia da Informação e Comunicação – TIC 2019, nos aspectos de acesso à Internet, à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal, divulgados hoje (14), pelo IBGE.

Destaques

·        Os estudantes do Amazonas, em 2019, tiveram o segundo menor percentual entre as unidades da federação em relação a utilização da internet, com 68,8% acessando a rede; percentual superior apenas ao do Maranhão (63,9%). Em Manaus, o percentual foi de 85,7%.

·        Em 78,2% dos domicílios havia uso da internet no Amazonas. Em 2016, eram 63,3%.

·        Em 99,8% dos domicílios, o celular era usado para acessar a internet; em 29,7%, usaram o microcomputador para acesso; em 12,6%, utilizaram a televisão, e em 6,9%, utilizaram o computador ou tablet para acesso, no Amazonas;

·        Os serviços de rede móvel para telefonia ou internet funcionavam em 87,9% dos domicílios no Amazonas, em 2019. No mesmo ano, na Região metropolitana de Manaus, estes serviços funcionavam em 95,9% dos domicílios;

·        28,6% do total de pessoas que não utilizavam o serviço de internet, não faziam uso do serviço porque consideram caro; 27,5%, por não terem interesse; 22,9%, porque não sabiam utilizar, e 19,6%, porque o serviço não estava disponível;  

·        9,4% do total da população com 10 anos ou mais não tinham celular porque o serviço não estava disponível;

·        92,2% tinham televisão no Amazonas, em 2019; número inferior a 2016, quando 94,1% tinham TV. Além disso, 32,9% possuíam TV por assinatura, no Amazonas, em 2019; em 2016, eram 31,5%.

·        90,7% tinham telefone no domicílio, no Amazonas; número superior apenas ao do Acre, Pará e Maranhão.

Domicílios com microcomputador ou tablet

No Amazonas, 30,8% dos domicílios pesquisados possuíam microcomputador ou tablet, em 2019. Este percentual é maior do que o de 2018 (30,4%), mas é menor do que o de 2017 (33,1%), e menor também do que o de 2016 (31,6%). A média nacional é 42,9%, e vem caindo, pois, em 2016, 48,1% dos domicílios possuíam microcomputador ou tablet. Os Estados que apresentaram maiores percentuais em 2019 foram: Distrito Federal (66,3%), São Paulo (54,7%) e Santa Catarina (52,5%); e os que apresentaram menores percentuais: Maranhão (18,8%), Pará (24,5%) e Alagoas (25,2%). O Amazonas aparece na parte intermediária do ranking (17º lugar).

Na Região metropolitana de Manaus, o percentual de domicílios com microcomputador ou tablet era de 38,1%, em 2019; e em 2016, era de 39,0%.

Existência de telefone no domicílio

A pesquisa também mostra que em 90,7% dos domicílios do Amazonas havia telefone em 2019, enquanto a média nacional era de 95,3%. O percentual do Amazonas é, portanto, abaixo da média nacional, e vem oscilando nos últimos anos, pois em 2016, os domicílios com telefone eram 88,6%, e em 2018, eram 91,0%, ou seja, primeiro subiu, mas, de 2018 para 2019, caiu. Já na média nacional, houve leve crescimento percentual: enquanto 2019, eram 95,3%, e em 2016, 94,6%, os domicílios com telefone.

As unidades da federação com menores percentuais foram Acre (85,5%), Pará (88,7%) e Maranhão (89,8%); e as unidades com maiores percentuais foram Distrito Federal (98,8%), Rio Grande do Sul (98,3%) e São Paulo (98,1%). O Amazonas ocupou a 24ª posição do ranking, ou seja, uma das unidades federativas com menores taxas de posse de telefone.

Na região metropolitana de Manaus, havia telefone em 96,7% dos domicílios, em 2019. Em 2016, este percentual era de 95,4%.

Posse de telefone celular e de telefone fixo

Em 2019, havia pelo menos um telefone celular em 90,4% dos domicílios do Amazonas. Em 2016, este percentual era de 88,6%. Em âmbito nacional, a média de domicílios com telefone celular era de 94,0%, em 2019, e era de 92,6%, em 2016. Os Estados com maiores percentuais de domicílios com celular em 2019 foram: Distrito Federal (98,0%), Mato Grosso do Sul (97,5%) e Mato Grosso (97,1%); e os Estados com menores percentuais foram: Maranhão (84,9%), Pará (88,2%) e Acre (88,5%). O Amazonas (91,2%) ocupa a 24ª posição neste ranking. Na Região metropolitana de Manaus, por sua vez, havia telefone celular em 96,4% dos domicílios; em 2016, o percentual era de 94,9%.

E se havia telefone celular na maior parte dos domicílios do Amazonas, em 2019, havia telefone fixo em somente 7,3% dos lares amazonenses. Em 2016, havia telefone fixo em 12,8% dos domicílios. Ou seja, enquanto o percentual de domicílios com telefone celular aumenta, o percentual de domicílios com telefone fixo diminui ao longo dos anos.

Além disso, a pesquisa mostra que o percentual de pessoas que tinham telefone móvel celular para uso pessoal, na população de 10 anos ou mais de idade era de 67,7%, no Amazonas, em 2019. Em 2016, este percentual era de 62,4%.

Utilização da internet

Em 2019, em cerca de 78,2% dos domicílios amazonenses havia utilização de internet. Percebe-se que, desde 2016, há tendência de crescimento percentual, já que em 2016, este percentual era de 63,3%. A média nacional foi de 82,7%, em 2019, e vem crescendo, pois em 2016 o percentual era de 69,4%.

Os Estados brasileiros com maiores percentuais de utilização da internet por domicílio foram, em 2019: o Distrito Federal (94,4%), São Paulo (89,9%) e Santa Catarina (86,9%); e os Estados com os percentuais mais baixos foram o Piauí (67,3%), Maranhão (67,4%) e Acre (71,4%). O Amazonas (78,2%) ocupou a 18ª posição no ranking. Em Manaus, o uso de internet se deu em 89,2% dos domicílios; e em 2016, este percentual era de 78,5%.

Proporcionalmente, no Amazonas, 78,8% dos moradores utilizavam a internet nos domicílios, em 2019. Este percentual vem crescendo desde 2016, quando este percentual era de 63,8%.

Já o percentual de pessoas de 10 anos ou mais que utilizaram a internet no período de referência da pesquisa foi de 68,4%. Em 2016, este percentual era de 53,9%.

Utilização da internet por estudantes e não estudantes

Os estudantes do Amazonas, em 2019, tiveram o segundo menor percentual entre as unidades federativas, em relação à utilização da internet no período de referência da pesquisa (último trimestre do ano), com 68,8% acessando a rede; percentual superior apenas ao do Maranhão (63,9%).

A população não estudante, por sua vez, utilizava ainda menos a rede – 68,2%. Em 2016, o Amazonas já estava em penúltimo lugar com relação aos estudantes que utilizaram a internet – 57,2%; e os não estudantes que utilizavam a internet eram 52,5%. A UF que em que os estudantes mais utilizaram a internet foi o Distrito Federal, 96,4% de uso.

Na Região Metropolitana de Manaus, o percentual de uso da internet por estudantes foi de 85,7%. Na comparação entre as Regiões Metropolitanas, o percentual foi superior apenas aos percentuais de Macapá (AP) – 77,8% e da Grande São Luís (MA) – 82,2%. Em 2016, 70,9% dos estudantes utilizavam a internet, na RM de Manaus.

Dispositivo utilizado para acessar a internet

Do total de domicílios do Amazonas que utilizavam internet em 2019, 99,8% utilizaram telefone móvel celular para o acesso; 29,7% utilizaram microcomputador; 12,6% utilizaram televisão, e 6,9% utilizaram computador ou tablet para o acesso. No caso dos domicílios manauaras que utilizavam internet, 99,8% utilizaram telefone móvel celular para o acesso; 34,9% utilizaram microcomputador; 15,4% utilizaram televisão, e 8,0% utilizaram tablet.

Em 2016, eram 37,5% dos domicílios que utilizavam computador ou tablet para acesso à internet. Esta tendência de queda no uso de computador ou tablet para acessar a internet acompanha a tendência nacional, pois, em 2019, 12,0% dos domicílios acessavam a internet por computador ou tablet, enquanto em 2016 esta taxa era de 60,6%.

A utilização de TV para acessar a internet, por sua vez, tem aumentado nos domicílios amazonenses. Em 2016, 5,4% dos domicílios do Estado utilizavam a televisão para acessar a internet, e em 2019, eram 12,6% os domicílios que faziam este uso no Estado.

Funcionamento do celular para telefonia ou internet

    Do total de domicílios do Amazonas que utilizavam a internet em 2019, o serviço de rede móvel celular para telefonia ou para a internet no domicílio funcionava em 87,9% dos domicílios. Em 2017 e 2016, funcionava em 84,2% e 82,6% dos domicílios, respectivamente. Já na Região Metropolitana de Manaus, estes serviços funcionavam em 95,9% dos domicílios, em 2019, e em 90,7% dos domicílios, em 2016.

Em nível nacional, a rede móvel do celular funcionava para telefonia ou internet em 89,9% dos domicílios, em 2019, e em 85,5%, em 2016.

Pessoas com 10 anos ou mais que utilizaram a internet

Em 2019, 68,4% das pessoas de 10 anos ou mais de idade do Amazonas utilizaram a internet no período de referência (último trimestre do ano). Em 2016, este percentual foi de 53,9%. No Brasil, há, também, a tendência de crescimento percentual no uso da internet por pessoas com 10 anos ou mais: com 64,7%, em 2016, e 78,3%, em 2019. Na Região metropolitana de Manaus, esse percentual foi de 83,8%.

Serviço considerado caro foi o principal impeditivo para uso da internet

Em 2019, do total de pessoas acima de 10 anos que não utilizaram a internet no Amazonas, 28,6% não utilizaram porque o serviço de acesso à internet ou equipamento eletrônico era caro; 27,5% das pessoas acima de 10 anos, não utilizaram por falta de interesse em acessar a internet; 22,9% não sabiam utilizar a internet, e 19,6% não utilizaram porque o serviço de acesso à internet não estava disponível nos locais que costumavam frequentar.

Em 2019, do total de pessoas acima de 10 anos que não utilizaram a internet na Região Metropolitana de Manaus, 29,8% não utilizaram por falta de interesse em acessar a internet; 29,3% não sabiam utilizar a internet; 27,5% não utilizaram porque o serviço de acesso à intranet ou equipamento eletrônico era caro, e 10,9% não utilizaram porque o serviço de acesso à internet não estava disponível nos locais que costumavam frequentar.

19,6% de pessoas de 10 anos ou mais de idade no Amazonas declararam que não utilizaram a internet em 2019 porque o serviço não estava disponível nos locais que costumavam frequentar. Este resultado foi maior que em 2018 (19,3%), mas menor do que em 2017 (21,5%). Considerando os percentuais nacionais, os valores mostram uma tendência de redução com: 5,5%, em 2016, e 4,3%, em 2019.

Os Estados da Região Norte são os que apresentaram maiores percentuais de pessoas que não acessaram a internet por relatarem serviço indisponível. Os maiores percentuais foi o do Acre (30,6%), Amazonas (19,6%), e Pará (11,1%). Os números mostram, portanto, a dificuldade que as pessoas da Região Norte têm para acessar ao serviço de internet.

Enquanto isso, em 2019, do total de pessoas acima de 10 anos no Amazonas que não tinha telefone móvel celular para uso pessoal, 9,4% dessas pessoas não o tinham porque o serviço de telefonia móvel celular não estava disponível nos locais que costumavam frequentar. O percentual é o menor desde 2016, quando 12,6% não tinham celular pela mesma razão. No caso de Manaus, eram 2,1% que não tinham telefone móvel celular por este motivo, percentual que vem caindo desde 2016, quando atingia 8,1%.

Posse de televisão

No Amazonas, em 2019, 92,2% dos domicílios particulares possuíam televisão. Este percentual é inferior ao de 2018 e ao de 2017 (93,8%), e ainda menor do que o percentual de 2016, quando 94,1% dos domicílios tinham televisão.

A tendência de redução percentual acompanha os números nacionais de domicílios com TV: em 2019, eram 96,3%, em 2018, 96,4%, mas em 2017 e 2016 eram, respectivamente, 96,7% e 97,2%.

Os Estados com maiores percentuais de domicílios com TV, em 2019, foram: Rio de Janeiro (98,4%), Rio Grande do Sul (98,1%) e Distrito Federal (97,9%; e os Estados com menores percentuais pertencem ao Norte do país: Roraima (87,7%), Acre (90,6%) e Pará (91,0%). Com 92,2% dos domicílios com TV, o Amazonas é o quinto do ranking com menor percentual entre as unidades da federação.

Televisão com conversor para sinal digital

Dentre os domicílios pesquisados no Amazonas, 90,7% possuíam televisão com conversor para receber sinal digital de TV aberta; percentagem maior do que a nacional (89,8%). A pesquisa mostra que este percentual cresceu consideravelmente nos últimos anos, pois, em 2017, 78,9% dos aparelhos tinham conversor, e em 2016, 73,3%, no Amazonas. Este crescimento percentual também pode ser observado nos números nacionais, pois, em 2016, o percentual de televisões com conversor era 71,6%, em 2017, 79,8% e em 2018, 86,6%. Em Manaus, havia conversor para receber sinal digital em 96,3% dos domicílios.

A pesquisa também revela o percentual de televisões que possuíam o conversor para receber sinal digital, mas ainda não recebiam, de fato, o sinal digital para televisão aberta. No Amazonas, este percentual foi de 10,8%, em 2019, e de 12,1%, em 2018. Em 2017 e 2016, o percentual era maior, respectivamente, 17,7% e 22,4%. A média nacional é inferior a do Amazonas (9,8%), mas em 2018 a taxa era de 12,9%, ou seja, essas taxas estão caindo.

As unidades da federação com maior percentual de televisões que, apesar de possuírem conversor, ainda não recebiam sinal digital, eram: Piauí (40,3%), Minas Gerais (19,1%) e Tocantins (18,4%); e as unidades da federação com menores percentuais foram Amapá (3,1%), São Paulo (4,7%) e Rio de Janeiro (5,1%). O Amazonas (10,8%) ficou na 14ª posição do ranking.

Acesso à televisão por assinatura

No Amazonas, 32,9% dos domicílios pesquisados possuíam serviço de televisão por assinatura, em 2019. Em 2016, esses domicílios representavam 31,5%. O percentual do Amazonas (32,9%) foi superior à média nacional (30,4%), e o maior entre os Estados do Norte e Nordeste do país. Observando os números de anos anteriores, a tendência é de queda percentual no Brasil, pois em 2016, o percentual de domicílios com serviço de TV por assinatura era de 33,7%, em 2016, contra 30,4%, em 2019.

Televisão com antena parabólica

28% dos domicílios pesquisados possuíam recepção de sinal de televisão por antena parabólica, em 2019, no Amazonas. O percentual mostra que houve crescimento deste dado em relação a 2016, no Estado, quando o percentual era de 24,9%. Esse crescimento percentual vai na contramão da média nacional, que vem caindo: em 2019, eram 27% os domicílios com sinal de televisão por antena parabólica; enquanto em 2016 este percentual era de 34,7%.

O percentual de sinal de televisão por antena parabólica varia consideravelmente de Estado para Estado, sendo os maiores percentuais os dos Piauí (63,8%), Rondônia (56,2%) e Maranhão (55,0%); e os menores percentuais os dos Estados do Distrito Federal (1,7%), São Paulo (10,0%) e Rio de Janeiro (16,3%). O Amazonas (28,0%) ficou na 19ª posição.

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