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Em audiência, Braga defende o fim imediato da cobrança por despacho de bagagem aérea

Segundo ele, foi em vão o argumento de que a liberação da cobrança causaria a diminuição dos valores das passagens aéreas 06/03/2018 às 15:44
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acritica.com Manaus

Em audiência pública que reuniu três Comissões do Senado (CI, CDR e CAE),  o presidente da Comissão de Infraestrutura , senador Eduardo Braga (PMDB-AM) defendeu o fim da cobrança por despacho de bagagem aérea para evitar prejuízos ao consumidor. 

Para o senador, a resolução da Anac que determinou a cobrança “deveria ser revogada”. Segundo ele, foi em vão o argumento de que a liberação da cobrança causaria a diminuição dos valores das passagens aéreas. “O que vimos foi, ao contrário,  teve o aumento no preço dos bilhetes e, além disso, ocorreu um verdadeiro caos na logística do transporte aéreo do país”, protestou Braga.  

Ele informou que um levantamento da Fundação Getúlio Vargas demonstrou que as tarifas subiram quase 36% entre junho e setembro. “O fato é que as empresas não só passaram a lucrar com a cobrança pelo despacho das malas, como também aproveitaram o clima de liberação total para subir os preços, um total desrespeito ao consumidor”, frisou.

O senador acrescentou ainda, que a resolução da ANAC que compensou a liberação com o aumento de cinco para dez quilos a franquia da bagagem de mão resultou em problema grave nos voos. “Não há espaço nas aeronaves para tanta bagagem de mão e falta organização por parte das empresas aéreas para acomodar tudo dentro das aeronaves”, disse Braga. “O resultado disso são voos atrasados , compromissos profissionais perdidos e prejuízos para os passageiros”, reclamou ele. 

Braga destacou que um levantamento da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça apontou que as reclamações relativas às bagagens aéreas dobraram do primeiro para o segundo semestre de 2017. As queixas ligadas ao embarque de bagagem de mão, que antes somavam apenas 0,3% das reclamações, passaram para 9,2% no segundo semestre. No total, as demandas contra o setor aéreo triplicaram de 2016 para 2017, pularam de 4.052 para 11.815 em apenas um ano.

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