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Em Coari, Igson Monteiro dá 'perdido' em comissão do Ministério Público

O prefeito cassado não voltou a despachar na prefeitura desde as manifestações da última semana. Desaparecido, ele não foi ouvido pela comissão de investigação do Ministério Público do Estado (MPE-AM). 23/01/2015 às 12:06
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Igson Monteiro não despacha como prefeito desde a última semana, quando houveram as manifestações
Raphael Lobato ---

Após a passagem de dois dias e meio pelo município de Coari, a comissão especial de investigação do Ministério Público do Estado (MPE) desembarcou na tarde de ontem em Manaus sem ter ouvido o principal alvo das manifestações da última semana: o prefeito cassado Igson Monteiro (PMDB). Desde os ataques, o peemedebista não voltou a despachar na prefeitura.

O período de 36 dias licença aprovado pela Câmara a favor de Monteiro foi esvaziado na última segunda-feira (19), um dia antes de a comissão ministerial desembarcar no município. O prefeito, no entanto, fez uma rápida passagem por Coari e se credenciou para ficar mais 10 dias ausente, como permite o regimento interno do legislativo.

A manobra preservou o peemedebista  das oitivas realizadas pelo MPE ao longo dos últimos dias com secretários, vereadores e populares. Desde as manifestações, o irmão de Igson e presidente da Câmara, Iliseu Monteiro (PMDB), despacha como prefeito. Foi Iliseu quem prestou depoimentos à comissão que investiga os motivos dos ataques e possíveis novas irregulares na gestão de Coari.

O vereador tem se desdobrado para evitar novas manifestações atendendo reivindicações populares.  Aos promotores, Iliseu Monteiro prometeu quitar salários até ontem e depositar o 13º até 5 de fevereiro. Após ajustar a tarifa dos mototaxistas, o parlamentar se reuniu na manhã de ontem com fornecedores da prefeitura que acumulam atrasos nos pagamentos.

“Ele (Igson) simplesmente não apareceu mais, não falou com ninguém. Ele até pode ficar ausente. Toda a população tem se questionado isso. Eu acho que, depois de tudo isso, ele nem volta para cá. Até porque já começaram a pagar (os salários) e era isso que a população estava querendo”, disse o vereador da oposição, Professor Natinho (SDD).

 Aaliado de Igson na Câmara, o vereador  Branco Monteiro (PTN) afirmou que foi no último domingo (18) a última passagem do prefeito  pelo município. Convocado para depor ao MPE, Branco sustentou o discurso dos governistas de que as manifestações foram coordenadas por seguidores do ex-prefeito cassado e detido, Adail Pinheiro.

“Eu disse a eles (os promotores) que, por exemplo, o grupo do Adail ficou muito tempo no poder na cidade e o atual prefeito nunca teve muita força local. Agora que ele assumiu isso aconteceu. As coisas vão acumulando.”, disse Branco Monteiro. O vereador Carlos Batista (PTC), o “Merelo”, também foi ouvido pela comissão.



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