Sexta-feira, 17 de Janeiro de 2020
ALTA

Em dia de novo recorde histórico, dólar segue em alta e alcança R$ 4,27

A moeda saiu de quase 4,27 reais para cerca de 4,23 depois de o BC anunciar atuação no mercado à vista, mas não demorou para recobrar fôlego e voltar a testar o patamar de 4,26 reais



dolar-x-real_8D5BDCE7-40D9-4196-B9E8-A7DA0CFDCFD2.jpg Foto: Reprodução / Internet
26/11/2019 às 12:54

O dólar seguia em forte alta contra o real nesta terça-feira, mesmo depois de desacelerar os ganhos após o Banco Central anunciar oferta líquida de moeda no mercado à vista logo, na sequência de a cotação ter renovado sucessivamente recordes históricos e alcançar uma máxima acima de 4,27 reais.

A moeda saiu de quase 4,27 reais para cerca de 4,23 depois de o BC anunciar atuação no mercado à vista, mas não demorou para recobrar fôlego e voltar a testar o patamar de 4,26 reais.



Às 12:16, o dólar avançava 1,06%, a 4,2596 reais na venda. O dólar deixou para trás o pico histórico para o intradia, que até então era datado de setembro de 2015, em torno de 4,25 reais.

O dólar à vista passou a maior parte da manhã em alta acelerada, chegando a alcançar 4,2704 reais na máxima da sessão, refletindo a reação dos investidores após declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, que sugeriram que a força do dólar veio para ficar.

Na segunda-feira, o ministro afirmou que, diante da redução da taxa básica de juros no país, o câmbio de equilíbrio “tende a ir para um lugar mais alto”.

Já nesta terça, o presidente Jair Bolsonaro disse que continua a torcer para que o dólar caia, mas disse que a moeda norte-americana em alta tem vantagens e desvantagens e que acata a posição defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o câmbio.

Na B3, o contrato mais líquido de dólar futuro tinha alta de 0,72%, a 4,2590 reais, depois de bater 4,2700 reais no pico intradiário.

Diante do salto histórico do dólar à vista, o Banco Central anunciou nesta terça-feira leilão de venda à vista de no mínimo 1 milhão de dólares, em oferta líquida de moeda, à parte, portanto, do leilão de 785 milhões de dólares no segmento spot conjugado com venda de swap cambial reverso.

Com isso, o BC mostra ao mercado as ferramentas disponíveis em meio à fraqueza da moeda brasileira.

“O Banco Central deu um recado, vendo o que está acontecendo. Não é porque o Guedes falou que o dólar vai ficar alto que vai ficar por isso mesmo”, disse Jefferson Laatus, sócio e fundador do Grupo Laatus. “O BC mostrou estar disposto a usar as ferremantas disponíveis para controlar a volatilidade.”

 


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