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Em diversos segmentos, novas lojas invadem shopping centers de Manaus

Lojistas de diversos segmentos antecipam recuperação da economia e apostam em novas lojas nos principais shoppings centers da cidade 24/10/2015 às 13:21
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No shopping Manauara, 15 novas operações abrirão as portas até o final do ano
oswaldo neto e joubert lima ---

Na contramão dos obstáculos provocados pela crise, a maioria dos shoppings da capital vêm atraindo novas operações e anunciando inaugurações de grandes lojas. O sistema movimenta centenas de empregos nos centros comerciais, estimula investimentos por parte dos lojistas e agrada os clientes, ansiosos por novidades.

Embora o cenário econômico seja preocupante, a direção do Manauara Shopping, por exemplo, anunciou 15 novas operações neste último trimestre do ano em diversos segmentos. “Isso é resultado do trabalho conjunto de nossa equipe e dos empresários que acreditam na economia local e no nosso empreendimento”, explicou o superintendente, Rodrigo Galo.

esporte e livros Pensando em “fisgar” os clientes trazendo marcas conceituadas em todo o País, o shopping Ponta Negra, na Zona Oeste, também anunciou uma gama de operações para todos os públicos com inaugurações programadas até o início de 2016.

Entre os 22 espaços previstos para serem abertos, está a chegada da loja de artigos esportivos Adidas e da Academia Fórmula, que segundo o empresário André Gesta, será um incentivo ao segmento no centro comercial. “Já operávamos outra loja, desde o início, e agora decidimos abrir uma nova operação, pois apostamos que o shopping é um lugar onde as pessoas poderão encontrar o melhor para praticar esportes”, disse ele.

Para aqueles que exercitam a mente, chega a cidade a livraria Almanaque Bookstore & Café, a primeira da marca em Manaus. “O meio de revista, mesmo com a Internet, continua em alta. Estaremos oferecendo ao público de Manaus em torno de 2.800 títulos”, anuncia o proprietário Gilson Júnior.

Novidades

Na onda de novos empreendimentos, o Manaus Plaza Shopping deve inaugurar dois locais até novembro deste ano. A Angel’s Moda e a Eco Lavagem, voltado para a lavagem de veículos, se unirão as 80 operações do centro comercial. “Nós temos capacidade para mais 15 lojas, portanto, podemos oferecer ainda mais serviços aos clientes, afirmou o superintendente Glauco Pinto.

O tradicional Amazonas Shopping também continua inovando, isso porque 10 operações devem abrir suas portas até o fim do ano. O público poderá conferir marcas como a Forever 21, a Livraria Leitura e a Patroni Pizza. As operações representam 140 novos empregos. Atualmente o Amazonas Shopping conta com 300 operações.

Marketing como ‘arma’

Apesar de ser o shopping mais “jovem” de Manaus, com inauguração ocorrida no dia 27 de novembro de 2014, o Sumaúma Park Shopping também arriscou em novas operações e deve trazer até o final de novembro 17 espaços, entre eles uma nova unidade do Amazon Bowling, a cervejaria Rio Negro, a loja de moda feminina Zinzane e a sapataria Shop do Pé. A informação é do superintendente do shop ping, Carlos Affonso.

Segundo ele, o marketing é a principal arma do Sumaúma para a crise. “Essa demanda reprimida da Zona Norte acabou, pois não devemos nada a outros shoppings do país. Investimos pesado em marketing e isso acabou ajudando a parte comercial”, afirmou.

O superintendente explica que por conta da crise, muitos shoppings realmente sentiram uma queda nas vendas, no entanto, ele explica que a compra pode ficar em segundo plano. “Em algum momento a compra fica em segundo plano, até quando o salário sai, mas o brasileiro não deixa de comer e se divertir. Está tendo um evento legal? Ele comparece e consome de alguma forma. Em momentos de crise, é importante ter consciência em onde investir”.

Do fundo do poço, só podemos subir

Se tem uma coisa que todo bom empreendedor sabe, é que todo cenário desfavorável precede um período de crescimento. Entre os empresários com negócios em shopping centers, a certeza geral é que a economia já chegou ao fundo do poço. E isso é bom, porque há a certeza de que pior do que está não vai ficar e a volta do crescimento já começa a ser vislumbrada. Por essa análise, a conclusão é que, quem se preparou no período de bonança e guardou recursos, tem no momento atual uma ótima oportunidade para investir e sair na frente da concorrência.

Essa é a avaliação do professor Flávio Guimarães, do curso de administração da Faculdade Estácio. “Em administração, a gente trabalha pensando em ondas, a grosso modo. O momento difícil naturalmente volta para o momento mais tranquilo. O que ocorre é que essa onda de dificuldade foi um pouco maior do que se esperava. Hoje nosso maior problema é a credibilidade [no âmbito político]”, avalia.

Segundo ele, os empreendedores que estão preferindo investir em shopping centers, certamente têm essa visão administrativa e vislumbram duas situações: ou sai a presidente da República, e seu substituto terá um certo período de credibilidade que será bom para os negócios; ou a presidente fica, mas a situação econômica não fica pior do que já está.

Soma-se a isso o fato de que o ano se encaminha para o fim, e o mês de dezembro, ainda que seja de vendas fracas, será certamente melhor que qualquer outro neste ano. Assim, se há um momento bom para abrir loja em shopping, é agora.

Outro aspecto a ser considerado é que o investimento para abrir e manter uma loja em um shopping center, apesar de mais elevado que abrir uma loja de rua, também é mais seguro. Isso porque o perfil do investidor é diferenciado. Ninguém investe em shopping center sem um plano de negócio conciso e uma boa análise de mercado.

Como os shoppings contam com um mix diversificado de lojas, o movimento de clientes é garantido, independentemente do momento econômico. Por outro lado, a segurança que os centros de compras oferecem em relação às lojas de rua é outro atrativo importante para clientes e investidores.

“Uma das coisas que podemos fazer é pesquisa de mercado. Infelizmente, boa parte dos empreendedores não tem senso crítico e técnico para buscar informação, mas nos shoppings, onde os custos são maiores, não tenho dúvida de que todos os que estão abrindo lojas têm uma pesquisa de mercado, e a maior parte tem um plano de negócio montado”.

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