Publicidade
Cotidiano
Notícias

Em entrevista exclusiva, Promotor de Justiça revela que se fingiu de morto para sobreviver

Após ser atingido por três tiro de pistola, promotor Paulo Stélio defende a aplicação de ‘leis mais duras’ para criminosos 18/05/2015 às 08:46
Show 1
Paulo Stélio foi alvejado com dois tiros enquanto chegava em sua casa
Joana Queiroz Manaus (AM)

O promotor de Justiça Paulo Stélio Sabbá Guimarães,  disse, em entrevista exclusiva para A CRÍTICA,  que se fingiu de morto para continuar vivo. Ele foi ferido a tiros de pistola calibre 380, por volta das 13h30 de sexta-feira, quando chegava para almoçar em casa, no condomínio Itaporanga II, na Ponta Negra, Zona Oeste.

Stélio disse que  o projétil que acertou a sua clavícula, ainda está alojado em seu corpo. “Apesar dessa situação, estou me  recuperando bem e  pensando em voltar a trabalhar”.

Otimista com a sua recuperação, o promotor disse que não sabe exatamente o que motivou a ação dos criminosos, se foi uma tentativa de assalto ou um atentado por causa da sua atividade profissional. “Se foi por causa do meu trabalho não vou me intimidar. Vou levar a minha vida normal e para mim esse caso é página virada”, disse o promotor. Stélio atua na 63ª Promotoria de Ordem Urbanística do Ministério Público do Amazonas (MP-AM).

O promotor relatou que no dia do ocorrido, ele saiu do trabalho, na sede do MPE e foi pra casa almoçar. Ele relatou ainda  que não viu se estava sendo seguido por alguém, porém quando já estava estacionando foi surpreendido pelos bandidos. “Eles apareceram muito rápido e já foram atirando”, disse.

Foram três disparos, sendo que dois deles, acertaram o promotor. Com detalhes, Stélio contou que  o segundo disparo foi dado pelo vidro lateral direito, quebrou o vidro e nesse  momento um dos criminosos colocou parte do corpo dele para dentro do carro e o sacudiu, provavelmente para se certificar que ele estava morto. O criminoso chegou a pegar o celular da vítima, mas logo depois o jogou e em seguida, subiu na garupa da motocicleta e fugiu.

Stélio disse que no momento em que estava recebendo os tiros, só pensou na segurança da família e que teve medo que os ladrões entrassem na casa, por isso apertou a buzina do carro para chamar a atenção de outras pessoas.

Para o promotor, as questões de segurança precisam ser repensadas porque criminoso não é uma pessoa do bem, e bandido tem que ser tratado como bandido. “O que ocorre hoje é que o cidadão comum tem que ficar trancado por de trás da grade para se proteger”. Stélio defende que as leis tem que ser mais duras, “os  aplicadores menos bonzinhos precisam deixar de ser bonzinhos porque os bandidos não são coitadinhos”, finalizou.

Polícia investiga, mas ainda não tem pistas

A tentativa de homicídio contra o promotor está sendo investigado  pela Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD). Até o fechamento desta edição, a polícia ainda não tinha nenhuma pista que levasse aos autores do dos disparos, segundo informou o delegado geral da Polícia Civil (PC), Orlando Amaral. De acordo com ele, a polícia trabalha com a hipótese de tentativa de roubo, mas não descarta outras possibilidades.

Publicidade
Publicidade