Publicidade
Cotidiano
Notícias

Em fase de contenção de gastos, Câmara de Manaus cria cargos comissionados e departamento

Em momento de cortes nos gastos extras, Câmara Municipal de Manaus criou um departamento onde os salários dos cargos criados chegam até R$ 3,7 mil 16/08/2015 às 18:51
Show 1
O presidente da Câmara Municipal de Manaus, Wilker Barreto, afirma que servidores nomeados já atuavam na Casa
Natália Caplan Manaus (AM)

Em momento de contenção de despesas e cortes nos gastos extras, a criação de um departamento e de três cargos na Câmara Municipal de Manaus (CMM) foi publicada no Diário Oficial na última semana. De acordo com o presidente da Casa, Wilker Barreto (PHS), a nova Diretoria de Comissões, assim como a alteração no nome da Diretoria de Gestão da Qualidade — com acréscimo de “Tecnologia da Informação” —, fazem parte de um processo de reformulação interna para a “Câmara Digital”, sem qualquer gasto adicional aos cofres públicos.

“A Diretoria de Comissões já existia só que não era criada. Já tinha a pessoa lá, que recebia como diretora, mas não estava no cronograma, não aparecia no cronograma. Então, na criação, não houve dispêndio nenhum. Criamos a Diretoria de Comissões, com uma diretora que já existia. Pegamos a coordenadoria de informática, que era ligado à diretoria administrativa, e jogamos na gestão da qualidade”, explicou.

O texto publicado informa que o Departamento de Comissões passa a ser vinculado à Diretoria de Comissões. Enquanto a Diretoria de Gestão da Qualidade — criada pela Lei nº 409/2015 — passa a ser Diretoria de Gestão da Qualidade e Tecnologia da Informação e, portanto, a Coordenadoria de Informática passa a ser vinculada ao “novo” departamento. Já as funções com salários de R$ 2 mil a R$ 3,7 mil, seriam apenas um ajuste no quadro organizacional.

“Estamos, agora, no processo de criação da Câmara Digital. Então, eu tenho que ter uma diretoria voltada à tecnologia e gestão — por isso o nome: Diretoria de Gestão e Tecnologia”, afirmou, ao ressaltar que os três funcionários nomeados já atuam na CMM e não foram contratados recentemente. “O cargo criado de R$ 3,7 mil é para o nosso Diário Oficial. A pessoa já estava, mas não existia nomenclatura”, disse Barreto.

Ainda de acordo com o presidente da Casa Legislativa, além da criação do cargo de “gerente do Diário Oficial”, os outros dois servidores apenas foram incluídos oficialmente ao sistema de dados dos comissionados. Ambos eram terceirizados. “Os outros dois cargos, de R$ 2 mil cada salário, são seguranças que estavam aí fora pela empresa terceirizada e não pode. Nós corrigimos, colocando ambos lotados na segurança. Todos já trabalhavam aqui”, enfatizou. “A informática é gestão, não poderia estar subordinada ao administrativo. Peguei a informática e joguei na gestão. Fomos estruturando a Casa sem gastar R$ 1”, declarou.

Publicidade
Publicidade