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Em Manaquiri-AM, prefeitura altera funcionamento de escolas e professores estão em alerta

Segundo o prefeito, a gestão anterior do município, instituiu que as 16 escolas do município seriam de tempo integral, sem haver real estrutura para isso 31/07/2015 às 15:28
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Município de Manaquiri tem 16 escolas de tempo integral que passam a funcionar em horário convencional
Janaína Andrade Manaus (AM)

A suspensão por tempo indeterminado dos 16 Centros Educacionais de Tempo Integral (CEMTI) do município de Manaquiri (a 65 quilômetros de Manaus), a partir do dia 3 de agosto, instaurou um clima de pré-guerra entre professores e o prefeito da cidade, Aguinaldo Martins Rodrigues, conhecido como “Guina Pureza”.

Isso porque no dia 24 deste mês foi publicado no Diário Oficial dos Municípios um decreto que “dispõe sobre a suspensão por tempo indeterminado dos CEMTI”, onde o prefeito Guina Pureza alega a necessidade de “adequar o orçamento municipal ao valor recebido do governo federal para custeio da merenda escolar” e de que “as escolas municipais instituídas por Lei Municipal como tempo integral não oferecem condições estruturais necessárias para acomodar os alunos da rede municipal”.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) em Manaquiri, Luiza Florence Pinheiro, adiantou que, caso aja demissão de professores, haverá protestos.

“No momento que os servidores da educação começarem a ser demitidos, o Sinteam vai entrar em ação. Há muita especulação aqui, mas a única coisa que a gente sabe de fato e direito é o que foi publicado no Diário Oficial”, disse Luiza.

“Estive na prefeitura, e uma pessoa que se identificou como assessor do prefeito disse que eles iriam trabalhar pela manhã com aqueles estudantes que precisam de transporte e a outra metade iria ser à tarde. Já à tarde, durante um reunião, as gestoras falaram que só haveria aula pela manhã e que à tarde as escolas iriam fechar e que os celetistas estariam com risco de pegar as contas e os contratados já teriam pego a conta”, relatou Luiza.

Procurado pela reportagem o prefeito de Manaquiri garantiu que não haverá qualquer demissão. “Não houve nem haverá nenhum corte de servidores. O problema é que as pessoas que estão tentando criar esse clima só olham para o lado deles. Se eu quisesse cortar eu terias autonomia para isso, mas isso que estou fazendo é justamente para não haver demissões”, disse Guina Pureza.

Segundo o prefeito, a gestão anterior do município, instituiu que as 16 escolas do município seriam de tempo integral, sem haver real estrutura para isso.

“Antes de publicar esta portaria eu comuniquei a Câmara Municipal de Manaquiri e ao Ministério Público do Amazonas, de que chegava a ser desumano as condições das escolas. Os alunos estudavam pela manhã, mas à tarde ficavam jogados, sem atividade”, detalhou. 

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