Segunda-feira, 29 de Novembro de 2021
Bolsonaro em Manaus

Em Manaus, Bolsonaro faz ataque a Haddad, minimiza mortes da pandemia e declara: ‘todos nós vamos morrer um dia’

Bolsonaro fez pouco caso da pandemia ao dizer que não compreendia o medo da população ser infectada pelo vírus da Covid-19,



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27/10/2021 às 12:41

Em discurso durante a Conferência Nacional da Assembleia de Deus, no Centro de Convenções Vasco Vasques – zona Centro-Sul de Manaus, nesta quarta-feira (27), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atacou o ex-candidato à presidência da República, Fernando Haddad e minimizou as mortes pela Covid-19, mas não citou a décima alta dos combustíveis do ano.

No palanque, ao lado do presidente, estavam o governador do Amazonas Wilson Lima (PSC) e o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante).  Nenhum dos presentes no palco fazia uso de máscaras de proteção contra a covid-19, mesmo o item sendo de uso obrigatório na capital amazonense.  



Bolsonaro disse que não compreendia o medo da população ser infectada pelo vírus da Covid-19, pois, conforme a fala dele “todos nós vamos morrer um dia”. Na presença de vários pastores evangélicos, o presidente atribuiu o temor ao vírus à falta de fé e justificou a sua fala com uma passagem Bíblica.
“Nós sabemos de uma coisa que parece que algumas autoridades não sabem: todos nós vamos morrer um dia. Parece que algumas pessoas vão ter a vida eterna. Não. Muito pelo contrário. Uma passagem bíblica diz o seguinte: ‘nada temeis, nem mesmo a morte, a não ser a morte eterna’”, declarou o presidente. 

O presidente criticou medidas sanitárias para conter o avanço as infecções pelo coronavírus ao afirmar que foram os governadores com o “fique em casa” que jogaram mais de 38 milhões de brasileiro na miséria. 

Ele ainda aproveitou o púlpito dos assembleianos para, novamente, atacar a administração petista e reforçar pautas populares entre esse nicho da população como a identidade de gênero e a ‘família tradicional’, afirmando durante os 12 anos do PT a frente da presidência o comportamento dos jovens teria sido influenciado negativamente.

“O Brasil de amanhã é o que nós vamos fazer hoje. Não pode delegar essa responsabilidade para uma só pessoa. Como estaria o Brasil se aquele que perdeu para nós em 2018 tivesse sentado na cadeira presidencial? Aquele que ficou 12 anos a frente do Ministério da Educação que nos deixou hoje uma juventude que não sabe nem uma tabuada”, afirmou Bolsonaro.

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