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Cotidiano
TRANSPORTE PÚBLICO

Apesar do prejuízo pela falta de troco, usuários não formalizam denúncias

Na segunda-feira (20), a SMTU e a Câmara Municipal realizaram uma fiscalização para verificar o cumprimento da “Lei do Troco” 22/03/2017 às 05:00 - Atualizado em 22/03/2017 às 11:16
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Usuários afirmam que são constrangidos por funcionários das empresas de transporte. Foto: Evandro Seixas
Alik Menezes Manaus

Após o último reajuste da tarifa do transporte coletivo de Manaus, cobradores e usuários têm estresse diário por conta da falta de troco. Apesar de muitas vezes não receberem os 20 centavos de troco para a tarifa de R$ 3,80, os usuários não fazem nenhum tipo de denúncia aos órgãos. 

Foi o que apontou o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), que informou que, até ontem, não registrou nenhuma reclamação referente ao troco. Com relação à falta de troco, o sindicato informou que as empresas estão providenciando moedas para disponibilizar aos colaboradores, mas pediu que a população também colabore, pagando com dinheiro trocado. 

Por sua vez, a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) informou que, desde o último reajuste, quando a passagem passou de R$ 3,30 para R$ 3,80, foram registradas apenas duas reclamações sobre falta de troco. O órgão comunicou, ainda, que fiscais têm fiscalizado essa situação diariamente nos terminais de integração e autuado as empresas que não permitem que o usuário siga viagem gratuitamente. Até ontem, 15 autuações foram emitidas com base na Lei Municipal de transportes de número 1.779. 

Constrangimento

Contudo, usuários afirmam que são constrangidos por funcionários das empresas de transporte coletivo quando não levam dinheiro trocado. A auxiliar de serviços gerais Raimunda Cruz, 55, disse que foi xingada com palavras de baixo calão por uma cobradora. “Ela ficou com piadinhas porque eu não tinha o dinheiro trocado. Aí expliquei que tinha o direito de andar de graça se ela não tivesse o troco. Foi o suficiente para os xingamentos começarem, fui humilhada”, contou. 

Fiscalização

Raimunda também criticou a  fiscalização realizada pela SMTU na segunda-feira, que aconteceu em apenas quatro coletivos e foi amplamente divulgada pela prefeitura. “Essa fiscalização foi um circo total. Eles praticamente copiaram o prefeito, que entrou no ônibus e rasgou os cartazes do aumento da tarifa e disse que não ia ter aumento, mas aumentou depois da eleição. Tudo um grande circo”, disse. 

O auxiliar de escritório Abrahão Castro, 29, também disse se sentir constrangido ao pagar a passagem quando não tem o dinheiro trocado e cobra os 20 centavos do cobrador.

Na segunda-feira (20), a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) e membros da Comissão de Transporte da Câmara Municipal realizaram uma fiscalização para verificar o cumprimento da “Lei do Troco”, mas a ação aconteceu em apenas quatro ônibus, na avenida Max Teixeira, na Zona Norte. 

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