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Em Parintins (AM), estudante morre após comer tucumã que poderia estar contaminado

Suspeita-se que o fruto estava intoxicada com carboreto, técnica que amadurece o tucumã mais rapidamente, e chegou a contaminar, no mínimo, nove pessoas 26/08/2013 às 21:44
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Vítima recebeu atendimento no Hospital Padre Colombo, onde veio a óbito na noite desta segunda (26)
JONAS SANTOS Parintins (AM)

Nove pessoas, de duas famílias, deram entrada nesta segunda-feira (26) nos hospitais de Parintins (a 325 quilômetros de Manaus) depois de terem comido tucumã, que supostamente foi misturado a carboreto e comercializado em uma feira do município. A estudante Karina Fonseca Silva, 17, morreu, na segunda à tarde no hospital Padre Colombo, sob suspeita de ter ingerido a fruta contaminada. À noite, outras quatro pessoas continuavam internadas na unidade de saúde após terem incluído o tucumã no cardápio do lanche da tarde.

A família de Karina comprou o tucumã em uma feira do mercado municipal da avenida Paraíba, no bairro Itaúna, na última sexta-feira (23). No mesmo dia a estudante passou mal, teve vômitos, desmaios e chegou a ser internada no hospital regional Jofre Cohen, no bairro de Santa Clara.

Já na manhã de segunda-feira, a família teria observado que não houve evolução no quadro clínico dela e decidiu, então, transferi-la às 8h30 para o hospital Padre Colombo, no bairro São José Operário. O óbito foi registrado por volta das 13h30. O boletim médico do hospital diz que ela deu entrada com desmaios, vômito e dor de cabeça. Os familiares de Karina também sentiram os mesmos sintomas, mas sem maiores gravidades.

“Os desmaios e vômitos não cessaram e ela faleceu hoje (segunda-feira) à tarde”, disse, inconformada, Leda Castro, parente da vítima. Leda contou que também comeu tucumã e teve fortes dores de cabeça, mas não procurou o hospital.

A bibliotecária Tatiana Pinheiro, que acompanhava a filha de 8 anos e três irmãos que estão internados no padre Colombo, disse que sua família comprou a fruta envenenada na mesma feira do bairro Itaúna.

“Compramos o tucumã na quarta-feira e desde lá todos passaram mal, com vômito e diarreia. Talvez eu não tenha adoecido porque eu estava trabalhando e não comi”, contou. “Ainda estamos aguardando o resultado dos exames” completou a bibliotecária.

Não há registros de denúncia na Delegacia de Polícia contra o vendedor, que ainda não foi identificado. A Vigilância Sanitária do Município foi acionada sobre o caso. 

Karina era estudante do ensino médio do Colégio Batista de Parintins. O sepultamento dela será nesta terça-feira (27). Ela residia no bairro Dejard Vieira. Amigos e muitos populares foram ao velório da estudante.

SAIBA MAIS

O carboreto de cálcio é uma pedra que em contato com a água produz um gás inflamável. O produto é usado principalmente na produção de acetileno. Atravessadores que vendem o tucumã estariam usando a química para amadurecer o fruto mais rapidamente.

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