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Cotidiano
POLÍTICA

Em sessão extraordinária, OEA defende eleições livres na Venezuela

Por sugestão dos Estados Unidos, foi aprovada uma declaração na qual são exigidas garantias de segurança para Juan Guaidó assumir interinamente a presidência 24/01/2019 às 20:57
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Foto: Reprodução/Internet
Agência Brasil* Brasília (DF)

A sessão extraordinária da Organização dos Estados Americanos, que discutiu hoje (24) a situação da Venezuela, reuniu maioria favorável à realização de “eleições livres, justas e transparentes” e interinidade de Juan Guaidó na Presidência da República. Porém, aliados do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, como México e Uruguai, também foram lembrados.

Por sugestão dos Estados Unidos, foi aprovada uma declaração na qual são exigidas garantias de segurança para o presidente interino, Juan Guaidó. O documento foi subscrito por Argentina, Bahamas, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, Honduras, Guatemala, Haiti, Panamá, Paraguai, Peru e República Dominicana.

Na sessão, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, ressaltou a importância de se preservar a integridade física de Guaidó. "Pedimos às forças de segurança venezuelanas que garantam a integridade física e segurança do presidente interino Guaidó", disse.

Pompeo informou que os Estados Unidos enviaram aproximadamente US$ 20 milhões de ajuda humanitária para a Venezuela. Segundo ele, o apoio financeiro é para tirar as pessoas do sofrimento que vivem.

O secretário-geral da OEA, o uruguaio Luis Almagro, disse que o principal propósito da entidade deve ser “acabar com a usurpação” do poder numa referência, sem citar nomes, do governo de Maduro. Ele apelou para que os governos declarem “ilegítima” a reeleição de Maduro, que tomou posse em 10 de janeiro.

Ao final, os representantes dos países que apoiam Guaidó rechaçaram os episódios de violência durante os protestos registrados em Caracas e várias cidades venezuelanas. Organizações não governamentais informaram que pelo menos 14 pessoas foram mortas nas manifestações com idades entre 16 e 47 anos.

*Com informações da Télam, agência pública de notícias da Argentina.

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