Sábado, 31 de Julho de 2021
Reconhecimento internacional

Empreendedora amazonense está entre concorrentes do Programa 'Elas Prosperam' do IRME em parceria com a VISA

Entre mil concorrentes de todo o Brasil, Iza Santos, de Atalaia do Norte, que defende causas da valorização da cultura indígena, pode levar o prêmio de R$ 10 mil



Sem_titulo_81E7AA01-993B-4ACD-802A-350BFE939B17.jpg Foto: Divulgação
23/06/2021 às 09:20

A amazonense Izamara Santos, 25 anos, está entre as dez mulheres empreendedoras do país e concorre ao Programa “Elas Prosperam”, uma iniciativa do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME) que fomenta o empreendedorismo e a educação financeira para mulheres. O Programa vai pagar um prêmio de R$10 mil para as três finalistas que melhor desenvolverem seus negócios.

O “Elas Prosperam” recebe o apoio da Visa e tem como objetivo central, ajudar no desenvolvimento dos negócios de mulheres autodeclaradas negras, para que elas possam conquistar a própria renda e independência financeira. O projeto teve início em abril de 2020 e contou com ações online focadas em educação financeira e empreendedorismo. As participantes vêm recebendo mentorias on-line por ‘madrinhas e padrinhos’ da Visa.

Natural de Atalaia do Norte (distante a 1.138 km de Manaus), Iza Santos, como é mais conhecida no Amazonas, desbrava vários desafios desde quando deixou o interior do Amazonas, há 11 anos. Ela trabalha com venda de camisetas desde 2015, mas, por conta de outros projetos, acabou deixando sua marca chamada “Atitude Mainstream&Underground' para segundo plano. Agora, Iza pretende reabrir o espaço físico em Manaus, local onde planeja criar um espaço colaborativo com outras mulheres empreendedoras, onde venderão seus produtos. 

"Estou muito confiante de que posso conquistar esse prêmio e, com ele, vou reorganizar a minha empresa, investir em equipamentos para dar continuidade à criação das campanhas, mesmo porque, a “Atitude Mainstream&Underground tem, em seu DNA, uma marca de luta e de resistência, sempre em prol das minorias”, declara a empreendedora.

Iza revela que a marca de seu negócio foi criada pensando em um viés de sustentabilidade, destacando a Amazônia, os produtos sustentáveis da floresta e a defesa de povos indígenas do Brasil. Outro destaque do negócio da atalaiense é a parceria com o Projeto “Amazônia Originária”, uma iniciativa que tem por objetivo dar voz às causas de mulheres indígenas.

No Programa “Elas Prosperam”, vários negócios de todas as regiões do Brasil foram escolhidos e, após os processos de eliminação, restaram apenas dez. No próximo mês de julho, acontecerá o “demo day” – etapa do Programa que irá selecionar as três empreendedoras finalistas para ganhar o prêmio de R$10 mil.

A torcida por Iza, que também é designer gráfico e fotógrafa, já é grande em Atalaia do Norte em função das ações que ela realizou no ano passado (2020). Durante a primeira onda da pandemia causada pela Covid-19, Iza Santos conseguiu angariar fundos para comprar cestas básicas para famílias em vulnerabilidade social naquele município.

Persistência

Apesar da pouca idade, Iza Santos conta que desde criança sempre foi curiosa por empreender. Já em Manaus, com acesso à internet, ela se aprofundou em estudos para saber mais como poderia empreender em seu próprio negócio. Ela conta que já acompanhava as oficinas do IRME e, quando lançaram a segunda edição do Projeto focado em mulheres negras e donas de negócios, viu ali sua grande oportunidade.

"Eu sempre acompanhei as oficinas e palestras do IRME nas redes sociais e, quando ‘soltaram’ a segunda edição do programa Elas Prosperam 2021, não pensei duas vezes em inscrever o meu negócio. Estou vivendo um misto de emoções e de realização ao mesmo tempo. As capacitações que estamos recebendo, com abordagens de diversos temas referentes a negócios são incríveis!”, comenta eufórica a empreendedora.

Mulheres Artesãs Indígenas

Neste ano, a marca “Atitude Mainstream&Underground' da atalaiense completa sete anos de existência. Iza Santos planeja uma nova campanha e diz que quer “impactar a cidade de Manaus”.

“Toda a venda da coleção será destinada às Mulheres Artesãs Indígenas (M.A.I.) que têm a sua base no município de Atalaia do Norte. Essa é uma forma de apoiar o empreendedorismo originário dessas mulheres no interior, já que lá, elas não recebem apoio algum, nem de governos e nem de iniciativa privada. Minha ideia é poder incentivá-las no empreendedorismo local de alguma forma”, reforça jovem empreendedora.



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