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Empreendedores de Manaus adotam sistema Home Office para trabalhar sem sair de casa

Tendência tem crescido e em Manaus, equipe de sete pessoas trabalha diretamente da Internet: "Não ter que enfrentar trânsito, se arrumar para trabalhar ou se deslocar de casa até o trabalho também poupa tempo", diz empresário 24/01/2015 às 17:49
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Funcionário público Cleiton Rocha, 34, adotou o sistema Home Office
Natália Caplan Manaus (AM)

Fazer o próprio horário, comer sempre que quiser, não enfrentar o trânsito ‘pesado’ todos os dias ou ser obrigado a vestir terno e gravata. Estes são alguns dos benefícios de funcionários de companhias que adotaram o sistema Home Office.

A tendência tem crescido em empresas nacionais e já é corriqueira em vários países. Em Manaus, apesar de ainda não ser comum, a novidade começou a ser colocada em prática por alguns empreendedores.

“Não posso dizer nem que temos um escritório. É um espaço para fazer duas reuniões semanais, com duas horas de duração cada, para planejar o trabalho. Mas todos trabalham em casa mesmo”, diz o diretor de aventuras do “Pra que rumo”, Tayke Monteiro.

Segundo ele, a equipe formada por sete pessoas trabalha diretamente pela Internet, portanto, o custo benefício para manter empreendimento é baixo. “Nos reunimos em um ‘coworking’, um espaço aberto para empresas alugarem, onde tem sala de reuniões e outros serviços extras. O resto é feito da casa de cada um”, explica.

Na opinião dele, há muitas vantagens de se trabalhar no conforto do lar. “A maior vantagem é a facilidade de comunicação, com pessoas de qualquer cidade ou país, sem o adicional com transporte. Basta utilizar videoconferência. Não ter que enfrentar trânsito, se arrumar para trabalhar ou se deslocar de casa até o trabalho também poupa tempo”, relaciona.

Em casa

Mesmo dominado quase 100% por profissionais de informática, o Home Office não é exclusividade deles. O funcionário público Cleiton Rocha, 34, por exemplo, nem precisa de paletó e gravata para exercer sua função no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Piracicaba (SP). Basta acessar o site do órgão e manter contato online com o juiz ao qual assiste.

“Existe um núcleo de apoio aos juízes substitutos em que todos trabalham em casa. Seria inviável ficar viajando com o juiz, que cada dia está em um lugar diferente”, ressalta.

Para ele, as vantagens são óbvias, como ter o controle do tempo. “Embora haja cobrança, trabalhamos por produção e não por hora. Existe até uma determinação do CNJ que permite o Home Office aos funcionários em uma proporção”, conta.

Armadilhas

Porém, segundo os profissionais, é preciso atentar para as armadilhas da rotina. A principal delas é saber lidar com a liberdade. Disciplina e organização também são fundamentais.

Crescimento tímido

Uma pesquisa realizada pela SAP consultoria mostra que apenas 36% das empresas brasileiras adotam a prática do Home Office no País. E desse percentual, apenas 42% possuem uma política formal para a prática. As empresas de Tecnologia e Informação (TI) lideram a pesquisa com maior número de companhias que aceitam o sistema.

Mas existem alguns cuidados importantes a serem tomados antes de adotar o Home Office. O vice-presidente da Solarwinds, que opera com o sistema, Patrick McKinney, lembra que antes de implantar o sistema, o profissional e a empresa precisam se certificar de que possuem as ferramentas necessárias de mobilidade para que o rendimento do trabalho não seja afetado. “Uma boa conexão de Internet, telefone, VPN e segurança são fundamentais”, pontua.

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