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Cotidiano
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Empreendedorismo familiar: negócios de mães e filhos

Parceiros em casa e na vida empresarial, eles contam que atuar na mesma atividade traz muitas vantagens, como diálogo aberto, orientação técnica e troca de experiências 11/05/2013 às 19:18
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Antônia Brito (esq) divide funções e responsabilidade com sua filha, Adriana Brito, de apenas 23 anos
Priscila Mesquita Manaus, AM

Contar com a experiência e o apoio da mãe faz toda a diferença na vida de qualquer filho. No entanto, para aqueles que trabalham lado a lado com suas mães na mesma empresa ou atividade comercial, o aprendizado e a confiança produzidos pela convivência familiar são, também, uma grande vantagem competitiva no mundo dos negócios.

Essa sinergia existente entre mãe e filha é um aspecto fundamental para a gestão do Fran’s Café, por exemplo. A jovem empresária Adriana Brito, 23, conta que trabalhar ao lado de sua mãe e sócia, Antônia Brito, traz aprendizado e apoio contínuos. “Minha mãe e minha irmã mais velha já tiveram loja de produtos para bebê. Na época eu ajudava também. Hoje ela me mostra meus erros, acertos, dá força e me incentiva quando mais preciso. É um privilégio tê-la ao meu lado”, diz Adriana.

Atuando há 14 anos no varejo, a proprietária das franquias Lupo e L’acqua di Fiori, Mercedes Braz, também vê muitas vantagens em atuar no mesmo ramo dos filhos. Seu primogênito, Daniel Martine, 34, é o responsável pela área financeira da franquia Lupo. Já o caçula, Thiago Braz, 30, é proprietário das lojas Cacau Show no Amazonas Shopping e Manauara Shopping.

“A gente se ajuda muito, pedimos opinião do outro quando há dúvida ou quando precisamos tomar uma decisão importante. Durante a semana almoçamos juntos para conversar assuntos das empresas. Mas nos fins de semana combinamos de não falar de trabalho. É o momento da família”, observa Mercedes.

Enquanto lida com os funcionários e clientes - atividade que mais gosta -, a empresária pode ficar tranquila com a gestão financeira feita por Daniel, já que, segundo ela, ele é “super detalhista” com notas e pagamentos. “Sou muito organizado e gosto de trazer ideias novas para as vendas. Mas aprendo muito com minha mãe. Ela tem vivência e muitos relacionamentos no ramo”, diz Daniel.

Já Thiago, que saiu de um emprego em uma multinacional para abrir a própria loja, destaca que a troca de experiências e o apoio que tem na convivência com a mãe são fundamentais para a sobrevivência no mercado. “Sempre tive curiosidade e fascínio pelo comércio. No começo minha mãe ajudou bastante com seu know-how. Sua opinião e apoio são muito válidos, até porque a competitividade no comércio é alta”, diz Thiago.

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