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Emprego formal cai no AM

Na comparação com março, abril registrou saldo negativo de 50 postos criados formalmente, segundo dados do Caged 22/05/2013 às 08:17
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Os 203 empregos gerados no comércio não compensaram aos postos de trabalho perdidos na construção civil (-199)
Cinthia Guimarães ---

O mês de abril registrou saldo negativo de 50 postos de trabalho em comparação ao montante gerado março, de acordo com os dados do Cadastro de Emprego e Desemprego (Caged), divulgados mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A perda percentual foi equivalente a 0,01% em relação ao estoque de assalariados.

No total do mês, foram registradas a contratação de 18.224 pessoas e a demissão de 18.023, o que gerou um saldo positivo de 201 postos de trabalho no período.

Os 203 empregos gerados no comércio não compensaram aos postos de trabalho perdidos na construção civil (-199), serviços (-79) e indústria de transformação (-82). Por outro lado, também foram ganhos postos no setor de extrativismo mineral (9), serviços industriais de utilidade pública (62) e administração pública (39).

O crescimento no número de empregos do comércio e serviços se deve ao movimento do Dia das Mães.

Os setores que mais demitiram em abril foram indústria de material elétrico e de comunicação, seguidos pela indústria química e produtos farmacêuticos e a indústria mecânica.

Na série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo, houve acréscimo de 3.444 postos (+0,76%) nos quatro primeiros meses do ano.

Nos últimos três anos, o mês de abril figurou com ótimos níveis de empregabilidade, diferente de agora. Em 2012, o saldo positivo para abril foi de 485 postos; em 2011 foi de 4.246; e 2010 foi de 1.428 empregos.

Ainda na série com ajustes, nos últimos 12 meses verificou-se crescimento de 2,55% no nível de emprego ou +11.294 postos de trabalho.

Manaus é a que cidade concentra o maior nível de empregos entre os 12 municípios pesquisados pelo Caged no Amazonas. O levantamento é feito em municípios com mais de 30 mil habitantes.

Explicação

O Caged funciona como um termômetro para medir o comportamento da economia e empregabilidade no País, segundo o superintendente regional do Trabalho e Emprego, Dermilson Chagas. “Quando a economia vai bem, o resto vai bem. Quando há incerteza, o empresariado começa a reduzir a mão de obra. Existe uma política pautada no que está por vir e o mercado corresponde à política economica”, explicou.

A perda de empregos foi reflexo também das discussões sobre a reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e serviços (ICMS), avaliou Dermilson. “Isso assustou os empresários O primeiro semestre não tem fechado com saldo positivo como a gente gostaria”, disse.

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