Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019
Notícias

Emprego formal cai no AM

Na comparação com março, abril registrou saldo negativo de 50 postos criados formalmente, segundo dados do Caged



1.jpg Os 203 empregos gerados no comércio não compensaram aos postos de trabalho perdidos na construção civil (-199)
22/05/2013 às 08:17

O mês de abril registrou saldo negativo de 50 postos de trabalho em comparação ao montante gerado março, de acordo com os dados do Cadastro de Emprego e Desemprego (Caged), divulgados mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A perda percentual foi equivalente a 0,01% em relação ao estoque de assalariados.

No total do mês, foram registradas a contratação de 18.224 pessoas e a demissão de 18.023, o que gerou um saldo positivo de 201 postos de trabalho no período.



Os 203 empregos gerados no comércio não compensaram aos postos de trabalho perdidos na construção civil (-199), serviços (-79) e indústria de transformação (-82). Por outro lado, também foram ganhos postos no setor de extrativismo mineral (9), serviços industriais de utilidade pública (62) e administração pública (39).

O crescimento no número de empregos do comércio e serviços se deve ao movimento do Dia das Mães.

Os setores que mais demitiram em abril foram indústria de material elétrico e de comunicação, seguidos pela indústria química e produtos farmacêuticos e a indústria mecânica.

Na série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo, houve acréscimo de 3.444 postos (+0,76%) nos quatro primeiros meses do ano.

Nos últimos três anos, o mês de abril figurou com ótimos níveis de empregabilidade, diferente de agora. Em 2012, o saldo positivo para abril foi de 485 postos; em 2011 foi de 4.246; e 2010 foi de 1.428 empregos.

Ainda na série com ajustes, nos últimos 12 meses verificou-se crescimento de 2,55% no nível de emprego ou +11.294 postos de trabalho.

Manaus é a que cidade concentra o maior nível de empregos entre os 12 municípios pesquisados pelo Caged no Amazonas. O levantamento é feito em municípios com mais de 30 mil habitantes.

Explicação

O Caged funciona como um termômetro para medir o comportamento da economia e empregabilidade no País, segundo o superintendente regional do Trabalho e Emprego, Dermilson Chagas. “Quando a economia vai bem, o resto vai bem. Quando há incerteza, o empresariado começa a reduzir a mão de obra. Existe uma política pautada no que está por vir e o mercado corresponde à política economica”, explicou.

A perda de empregos foi reflexo também das discussões sobre a reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e serviços (ICMS), avaliou Dermilson. “Isso assustou os empresários O primeiro semestre não tem fechado com saldo positivo como a gente gostaria”, disse.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.