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Empresa amazonense Neemu comanda 30% do e-commerce brasileiro

Genuinamente amazonense, a Neemu simplificou a busca de produtos e a compra pela internet e hoje já responde por aproximadamente 30% das compras do e-commerce brasileiro. Com 22 clientes, seu sistema está em sites de grandes lojas como Americanas, Submarino e Hotel Urbano 09/09/2015 às 09:39
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Os sócios Guilherme Toda (esq. em pé), Leonardo Santos, Mauro Herrera, Gustavo Avelar e Alberto Colares comandam a Neemu
Juliana Geraldo Manaus (AM)

Ñemu em tupi-guarani significa vender. Foi com uma pequena alteração no nome indígena e muita vontade de oferecer um produto diferenciado para uma venda mais efetiva que, há seis anos, três alunos de mestrado e doutorado do curso de ciência da computação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) criaram a Neemu .

A empresa genuinamente amazônica e que foi fundada originalmente por Guilherme Toda, Leonardo Santos e Mauro Herrera é hoje responsável por 22 clientes e 30% de tudo o que é comprado no mercado de e-commerce brasileiro.

Com quatro algoritmos básicos, os até então pesquisadores e agora empresários, conse guiram personalizar o serviço de busca de produtos e compra pela internet.

“Já pesquisávamos muita coisa na área de busca de produtos e coleta de preços. Então decidimos fazer um comparador de preços automático porque descobrimos que a maior parte dos sites fazia esse processamento de forma manual”, conta um dos diretores da empresa, Guilherme Toda.

O que é?

A solução criada pelo grupo envolveu o desenvolvimento de algoritmos de busca, coleta, agrupamento e classificação. “Os algoritmos analisam o comportamento do usuário e classificam a ordem em que o produto aparece no site. Com isso, o usuário não só entra e vai embora. Ele transforma esse acesso em compras”, esclarece Toda.

Segundo ele, o primeiro e mais importante ponto atacado pela Neemu foi a busca no e-commerce. “Muitos sites deixavam de vender porque os clientes não encontravam o que estavam buscando”, disse.

“O que fizemos foi desenvolver um conceito de vendedor no programa. É como se o sistema fosse um vendedor virtual que conhece tudo. Ele 'sabe' o que você está procurando e já te apresenta o produto”, exemplifica.

Ainda segundo Toda, caso não tenha exatamente aquele item, os algoritmos identificam quem comprou o quê, qual o ticket médio das pessoas e uma série de outras informações que os permitem “pensar” no que recomendar”.

Alguns clientes da Neemu obtiveram um aumento de cerca de 40% de faturamento ao implantar a suíte de personalização de e-commerce.

 O futuro do e-commerce

Para a Neemu , o caminho do e-commerce brasileiro é vasto e tende a oferecer produtos cada vez mais especializados aos usuários. Mas o caminho não foi simples.

O diretor de tecnologia, Guilherme Toda, conta que a ideia da empresa começou com um concurso de uma revista especializada e percorreu uma longa estrada até virar referência no universo do e-commerce.

“Tivemos muita ajuda de professores nossos para aperfeiçoar os algoritmos e e precisamos, ao longo do tempo, inserir novos conceitos e equipes com expertise em empreendedorismo e e-commerce para tornar a Neemu lucrativa. Entre a Bemol, que foi nossa primeira cliente e o fechamento de contrato com o grupo B2W, que comanda marcas como Lojas Americanas, o trabalho foi árduo no sentido de oferecer a melhor experiência ao usuário”, lembra.

Aplicativos

Agora, a Neemu trabalha em agregar valor à marca. Em 2015, o foco está sobre aplicativos que impulsionam o usuário a fechar a compra pela internet.

“Lançamos para a loja virtual de móveis Mobly, um aplicativo que permite que o cliente tire uma foto de um móvel que achou interessante. A informação é direcionada para o site da loja que mostra a ele as opções de móveis parecidos com o que ele fotografou. É muito prático”, comemora.

Outra vantagem do aplicativo, de acordo com Toda, é que o usuário pode selecionar um móvel no site e, por meio do aplicativo, ver a imagem de como o móvel ficaria na sua sala, por exemplo, por meio de projeção 3D.

Futuro

Para Guilherme, essas e outras soluções desenham o futuro do e-commerce no Brasil, cuja tendência de crescimento nos próximos anos.

“Podemos medir a força do e-commerce pelo Black Friday. Em 2014, o movimento ‘explodiu’ na internet e alguns sites nem aguentaram a quantidade de acessos. Esse termômetro nos mostra que temos um bom futuro pela frente”, concluiu.




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