Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
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Empresa chinesa enfrenta dificuldades financeiras na Zona Franca de Manaus

H-Buster da Amazônia que fabrica televisores no Polo Industrial de Manaus entrou com pedido de recuperação judicial. Cerca de 1600 funcionários alegam que estão sem receber salário desde o início de março


24/04/2013 às 07:32

Funcionários da H- Buster da Amazônia estiveram nesta terça-feira (23) na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) protestando contra os atrasos de salários e demissões que a empresa vem promovendo. Cerca de 1600 funcionários alegam que estão sem receber desde o dia 15 de março.

A H-Buster concedeu férias coletivas a 900 colaboradores durante o ano. Segundo registros do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindimetal), ela já demitiu 141 pessoas em 2013. Em 22 de março desse ano, a empresa deu entrada numa ação de recuperação judicial na justiça de São Paulo. O caso foi transferido para a justiça amazonense na última semana.

A H-Buster tem origem Chinesa e atua desde 2007 no Polo Industrial de Manaus. A companhia fabrica atualmente televisores, alarmes e aparelhos de som automotivo no PIM. Em agosto do ano passado, a fábrica teve projeto de ampliação aprovado pelo Conselho de Administração da Suframa (CAS), onde iria começar a produzir telas de LCD. Na ocasião, diretoria da H-Buster recebeu a visita do superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, e do secretário executivo do MDIC, Alessandro Texeira onde firmou o compromisso de contratar 200 novos funcionários.

Cessão de tempo

Temendo não receber os salários atrasados e ficar sem emprego, uma comissão de funcionários da H-Buster conseguiu nesta terça-feira uma cessão de tempo na ALE-AM, concedida pelo deputado Luiz Castro.

Na tribuna, Alexandre Pinto, representante dos trabalhadores, disse que os funcionários não foram comunicados em nenhum momento da situação da empresa e reforçou o clima de instabilidade entre os colaboradores da H-Buster.

Os funcionários ainda aproveitaram para denunciar outras irregularidades que a empresa estaria cometendo, como a ausência de anotações na carteira de trabalho e desvio de função.

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SEPLAN

À tarde, a comitiva de funcionários foi recebida pelo Secretário de Estado de Planejamento, Airton Claudino na sede da Seplan, que se comprometeu a averiguar a situação.

O advogado Fábio Amorim, que representa os empregados da H-Buster, orientou os clientes a ingressarem com ações de recisão indireta, onde é garantido o pagamento de todos os direitos trabalhistas e o saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Segundo Fábio, a empresa vem tendo uma postura incorreta no processo. “Já soubemos que a H-Buster está se desfazendo do patrimônio aqui no Estado. O nosso receio é que eles não paguem seus credores. Alguns diretores, inclusive, já se ausentaram até do país. Se eles continuarem com essa postura de não comunicar o que está acontecendo, nós vamos pedir o bloqueio de todos os bens deles na justiça”, prometeu o advogado dos empregados.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a H-Buster informou que não houve desligamento de qualquer funcionário e também negou veementemente o fechamento da fábrica de Manaus. A companhia esclareceu ainda que aguarda a decisão da Justiça sobre o pedido de recuperação judicial, que caso aprovado, permitirá à empresa superar as dificuldades circunstanciais que está enfrentando no momento.

Desligamentos

De acordo com dados do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindimetal), 5.745 funcionários foram demitidos das empresas do PIM em 2013, sendo 3.477 homens e 2.268 mulheres. O mês de março registrou o maior número de desligamentos (2.037).

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