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Cotidiano
TRANSPORTE

Empresa de ônibus suspende viagens entre Manaus e Lábrea devido problemas na BR-319

Aruanã realizou no sábado (17) a última viagem do percurso, que durou 47 horas por conta de dificuldades em trechos da rodovia que liga Manaus a Porto Velho. Suspensão é temporária, diz empresa 20/03/2018 às 16:08 - Atualizado em 21/03/2018 às 09:52
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Foto: Divulgação
acritica.com* Manaus (AM)

Devido às más condições da BR-319 (Manaus-Porto Velho), a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Estado do Amazonas (Arsam) concedeu a paralisação temporária do serviço prestado pela empresa de transporte rodoviário intermunicipal Aruanã, que atende o percurso Manaus-Lábrea e Lábrea-Manaus. A decisão obedece às normas estabelecidas na Lei nº 3.006 de 29 de novembro de 2005.

A Aruanã Transportes tem as viagens programadas para terça, quinta e sábado, saindo de Manaus às 15h e de Lábrea (a 702 km da capital, em linha reta) às 12h. No sábado (17), a empresa realizou a última viagem com destino à capital, que durou 47 horas, o equivalente a quase dois dias de viagem, devido às dificuldades encontradas nos trechos dos quilômetros 360 a 420, 470 a 520 e do 560 até próximo da comunidade Realidade.

Segundo um dos sócios da empresa, Flavio Willer Cândido, a paralisação é por tempo indeterminado, até que a rodovia não ofereça riscos aos usuários, funcionários e a danos patrimoniais à empresa.

Consentimento da Arsam

Segundo o chefe de Transporte Intermunicipal de Passageiros da Arsam, Oziel Mineiro, a paralisação dos serviços da empresa para Lábrea foi acatada devido à falta de estrutura no trajeto.

“Nós outorgamos a paralisação devido ao estado que se encontra a BR. Em determinados trechos, é quase impossível passar e não ter danos físicos e materiais. Já tivemos casos de ônibus que quebram no percurso e ficam atolados, mas que, posteriormente, conseguiram contornar a situação. Por isso, a decisão da Aruanã é coerente”, ressaltou.

BR- 319


Trecho da rodovia BR-319. Foto: Divulgação

A rodovia foi inaugurada em 1976, durante o regime militar brasileiro, e submetida a um estudo de impacto ambiental pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Devido às inconsistências no estudo, o licenciamento foi embargado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), alegando que o projeto é economicamente inviável e acarretará em perdas ambientais, associadas ao desmatamento, afetando assim a fauna e flora da região.

A estrada que interliga o Amazonas a Rondônia, abrange dez municípios amazonenses: Careiro da Vázea, Autazes, Manaquiri, Careiro Castanho, Borba, Beruri, Manicoré, Tapauá, Humaitá, Canutama até chegar em Porto Velho. A BR-319 é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, ou seja, de poder federal.

*Com informações da assessoria de imprensa.

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