Sábado, 19 de Setembro de 2020
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Empresa prestava serviços médicos sem atestar capacidade técnica desde 2015

Revelação foi feita durante na manhã de hoje (14), durante depoimento do dono da Líder Serviços, Sérgio Chalub, na CPI da Saúde



CPI_47565E9E-3284-43F9-87C8-DEFBC6CCBC0F.JPG Foto: Divulgação
14/08/2020 às 13:29

A empresa Líder Serviços, contratada por processo indenizatório no Hospital de Campanha da Nilton Lins para prestar serviços de diagnóstico de imagem e clínica médica, conforme a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, começou a prestar serviços médicos ao Estado sem atestado de capacidade técnica, ainda em 2015.

Em depoimento na manhã desta sexta-feira (14) à CPI, o proprietário da Líder Serviços, Sérgio Chalub, afirmou que começou a prestar serviços variados para o Estado no ano de 2015, com a prestação de serviços de manutenção de impressoras no Hospital e Pronto Platão Araújo.



Chalub reconhece que foi contratado para prestar serviços médicos sem os devidos atestados de capacidade técnica. De acordo com ele, ao perceber que seria necessário a prestação dos documentos para seguir prestando serviços ao estado, contratou um setor jurídico para assisti-lo com licitações.

Já com os atestados de capacidade técnica na área de diagnóstico de imagem, a empresa passou a prestar serviços de imagem no mesmo hospital.

"Nunca trabalhei com imagem antes. Só que minha empresa tinha CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) para imagens. Eu já vinha me preparando para pegar serviços no governo. Sempre vim regularizando a minha empresa tanto que quando comprei essa empresa, contratei uma pessoa só para fazer regularizações junto aos órgãos competentes”, disse.

O proprietário explica que no período de 2015 a 2020 a empresa vem prestando serviços de várias ordens, de lavanderia, manutenção de impressora e serviços médicos. Nas unidades hospitalares que atua, a empresa oferece apenas mão de obra e às vezes insumos para operação dos equipamentos que são do estado ou alugados.

Pandemia

Durante o ápice da pandemia do novo coronavírus, a Líder Serviços foi escolhida por cotação de preço para prestar serviços de clínica médica e técnico de imagem no Hospital de Campanha da Nilton Lins.

De acordo com Sérgio, a empresa ofereceu 24 médicos de clínica geral e especialistas na área de cardiologia e cirurgia.

Chalub relata que prestou serviço de plantão médico, mas a CPI contesta a versão afirmando que a empresa não teria condições de oferecer tal serviço sem o atestado de capacidade técnica nessa área.

Os advogados que acompanhavam o proprietário da empresa rebateram a alegação e apresentaram um atestado de capacidade técnica na área de platão médico ao presidente da CPI, deputado delegado Péricles (PSL), que não se convenceu da veracidade do documento.

Sérgio Chalub reclamou que ao prestar os serviços no hospital de campanha não recebeu. Ele afirma que chegou a ameaçar a retirar os médicos do hospital e que  a ex-secretária de Saúde Simone Papaiz lhe pediu um “voto de confiança que o pagaria em breve “com verba federal”.

Ainda segundo Chalub, a Lider Serviço recebeu um pagamento de R$ 216 mil da Nilton Lins que segundo ele, “não deu nem para pagar o salário dos médicos”.


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