Sábado, 31 de Outubro de 2020
cpi da saúde

Empresária fica em silêncio após passar mal durante depoimento virtual a CPI

Criselidia de Moraes alegou mal estar com aumento repentino de pressão arterial e foi socorrida por uma enfermeira



Crisel_dia-Bezerra-de-Moraes_C53A77AB-626D-4993-8D32-9EC1C79A7752.jpg Foto: Divulgação/Aleam
23/07/2020 às 10:18

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, a empresária e atual proprietária da empresa Norte Serviços Médicos, Criselidia Bezerra de Moraes, passou mal durante boa parte do depoimento e não conseguiu responder as perguntas realizadas pelos membros da CPI. Criselidia Bezerra ficou em silêncio e alegou mal estar com aumento repentino da pressão arterial. Ela foi socorrida por uma enfermeira.

O depoimento, que durou menos de 25 minutos, foi colhido de forma virtual nesta quarta-feira (22).  Criselidia foi perguntada pelo presidente da comissão, Delegado Péricles (PSL), sobre a data que ela adquiriu a empresa. Afirmou que não lembrava.



“Faz bastante tempo. Que não são dois nem três anos. Só me falaram que eu ia falar sobre a lavagem de roupa. Minha empresa lavou a roupa e não recebeu, isso que eu sei” alegou.

Perguntada se obteve a empresa de Victor Souto dos Santos pelo montante de R$ 5 milhões a Norte Serviços Médicos, a empresária disse que não sabia que "iria responder um monte de coisa".

"Eu não estava preparada, não trouxe documentação nenhuma. Eu me reservo a ficar em silêncio, eu vim falar só sobre a lavagem e roupa, eu entrei nessa só pela lavagem e roupa. Eu não devo nada a ninguém, eu não recebi e não cometi nenhum crime”, disse.

A dona da empresa médica disse que ficaria calada ao ser contrariada por Péricles, a empresária reiterou o direito "eu tenho esse direito. Eu tenho 68 anos e eu não tenho porque viver uma situação dessa. Eu não cometi nenhum crime”.

Péricles declarou durante o depoimento que a falta de conhecimento da proprietária Criselidia Moraes sobre a empresa Norte Serviços Médicos demonstra que ela é “laranja”, e que ela pode estar sendo usada por terceiros.

A Norte Serviços prestou serviços de lavanderia para o Governo do Estado durante a pandemia do coronavírus no Amazonas e afirma ter lavado 44 toneladas de roupas do Hospital de Campanha Nilton Lins, no período de entre os dias 18 de abril e 30 de junho.

Na segunda-feira (20), o desembargador Sabino da Silva Marques, membro da 1° Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), em decisão monocrática, negou Habeas Corpus preventivo com pedido de liminar editado pelos advogados de Criselidia Bezerra. Na mesma decisão, o salvo-conduto para que ela ficasse em silêncio durante o interrogatório também foi negado.


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