Segunda-feira, 24 de Junho de 2019
Entrevista

Empresário brasileiro paga alta carga tributária

Presidente do Conselho de Jovens Empreendedores do Amazonas comenta sobre alta carga tributária para empresários que contrasta com serviços públicos ruins



1.jpg Ananda Carvalho, presidente do Conselho de Jovens Empreendedores do Amazonas
20/09/2013 às 11:05

Pelo quarto ano consecutivo, Manaus realiza amanhã (21), o Feirão do Imposto Nacional. A manifestação que conta com o apoio de mais de 30 empresários locais e ocorrerá em outros 20 estados e mais de 120 cidades do Brasil é uma clara manifestação de repúdio à alta carga tributária do país.

Serão comercializados gasolina, pneus e revisões veículares sem impostos, além de coleta de assinaturas em um abaixo assinado nacional de proposição da Reforma Tributária.

O movimento é liderado pela Confederação Nacional dos Jovens Empreendedores (Conaje). Em Manaus, o Conselho de Jovens Empresários da Associação Comercial do Amazonas (CJE/ACA) é quem lidera as ações.

O objetivo principal é conscientizar a população brasileira sobre a alta carga tributária que só aumenta a cada ano e já é uma das mais altas do mundo.

Presidente do CJE da ACA, a empresária Ananda Carvalho, falou sobre o assunto.

Nestes quatro anos de ‘feirão do imposto’ em Manaus, já foi possível sentir algum efeito desta manifestação?

Sim, principalmente na esfera nacional, onde o movimento já é realizado há oito anos. O feirão nasceu com a proposta de conscientizar a população sobre o quanto nossa taxa tributária é alta. E hoje, a gente já escuta o Governo Federal falar de reforma tributária, desoneração. Outra grande vitória foi a transparência do imposto na nota fiscal. Nossa batalha agora é pela simplificação tributária. O Brasil é um dos países que mais onera a sociedade com impostos. São mais de 70 taxas. Somos também um dos poucos países do mundo que tributa educação. Assim, não importa se você investe em uma escola ou em uma fábrica de cerveja. Você sempre vai pagar muito imposto.

A taxa elevada de impostos inibe o surgimento de novos empreendimentos comerciais?

Sim. O empresário paga uma alta carga tributária. Na gasolina, por exemplo, são 53% de impostos. Na educação, 30%. Falou-se em desoneração da cesta básica, mas, até hoje houve pouca influência da redução. O consumidor precisa entender que se não fossem esses custos tão elevados, o produto chegaria mais barato para ele.

Esta é a edição do dia sem imposto com a maior adesão do empresariado local?

Sim e além disso, estamos pela primeira vez avançando nos limites de Manaus. O posto Ypiranga após a Ponte Rio Negro foi escolhido para beneficiar também o Iranduba. Lá, os consumidores e empresários também sofrem com tributos. O Conselho de Jovens Empresários tem mais de 30 pessoas envolvidas. Além dos nossos dois grandes parceiros desta vez, o Posto Ypiranga e a Espantalho Pneus.

Em algumas edições houve problemas com uma procura grande, principalmente pela gasolina...

Estamos contando com o apoio do pessoal do trânsito e colocamos um limite nos produtos para evitar transtornos. O que as pessoas precisam entender é que não é uma promoção. Queremos que a sociedade abrace a causa.

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