Sexta-feira, 19 de Abril de 2019
publicidade
1.gif
publicidade
publicidade

Notícias

Empresários da construção civil do Amazonas pressionam Caixa Econômica Federal

Construtoras estão sem receber parcelas do financiamento de obras do ‘Minha Casa Minha Vida’ desde outubro de 2014


09/04/2015 às 12:00

Empresários da construção civil de todo o Brasil cobraram ontem do governo federal, durante reunião da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em Brasília, o repasse financeiro pela execução das obras do programa habitacional “Minha Casa Minha Vida”, que estão atrasados desde outubro de 2014.

No Amazonas, as obras que estão com pagamentos atrasados estão localizadas nos municípios de Manaus, Rio Preto da Eva, Coari e Presidente Figueiredo, que fazem parte do programa habitacional da faixa 1 (para quem ganha de 0 a 3 salários mínimos), de acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Amazonas (Sinduscon-AM), Eduardo Lopes. As unidades habitacionais são destinadas às famílias de baixa renda e são totalmente financiadas pelo governo federal.

Quem representou o governo foi a presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, que justificou aos empresários da construção civil que a suspensão dos pagamentos se deve ao atraso na aprovação do Orçamento da União 2015, que define as verbas e os gastos do governo.

“Isso vem acontecendo desde outubro. De lá para cá não regularizaram e nem deram prazos de quando vão nos pagar”, informou Lopes. “Quem atrasa é o Tesouro. O governo alegou que o orçamento foi aprovado agora (em março) e depois disse que vai verificar quanto irá para cada ministério”, completou. Em resposta, Miriam Belchior disse que vai se reunir em breve com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para dar uma previsão de quando o Tesouro irá regularizar esses pagamentos.

Segundo a Caixa, as obras da no município de Rio Preto da Eva foram entregues em março. Já o presidente do Sinduscon-AM informou que as obras de Coari estão em fase final. Até o fechamento desta edição, a Caixa Econômica Federal no Amazonas não havia informado que construtoras e nem em que estágio estão as obras do “Minha Casa, Minha Vida” no Amazonas.

Atrasos

O orçamento 2015 ficou travado durante três meses, sendo que a Constituição determina que o Orçamento deve ser aprovado pelo Congresso até dezembro de cada ano. A falta de acordo entre o Legislativo Federal e o Poder Executivo adiou a votação da matéria. O orçamento travado impôs limites ao governo que só podia gastar, por mês, de 1/18 a 1/12 do valor total previsto no projeto orçamentário (R$ 2,96 trilhões), restritas a áreas emergenciais e despesas de custeio, como pagamento de salários de funcionários e manutenção da máquina pública.

Desemprego preocupa construção

A contenção de gastos da União e a desaceleração da economia brasileira está gerando um programa maior que é a demissão de trabalhadores no setor da construção civil, alertou o presidente do Sinduscon-AM. “Isso causa um problema muito sério. De outubro tivemos mais de 150 mil demissões de obras da construção civil. Isso é decorrente de vários fatores”, comentou.

Os dados foram do Cadastro Geral de Empregados e Desempregdos (Caged), divulgado em março pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O Siduscon-AM não soube informar quantos foram os demitidos neste setor no Estado. O Amazonas encerrou março com déficit de 2.017 empregos com carteira assinada a menos em relação ao mesmo período de 2014.

publicidade
publicidade
Trecho da avenida Constantino Nery é interditado nesta quarta (17) para obras
Obras paralisadas impediram criação de 1,2 milhão novas vagas em creches
publicidade
publicidade
publicidade
publicidade

publicidade
publicidade

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.