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Empresas quarteirizadas dão destino incorreto a resíduos industriais do PIM

A representante da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Renê Veiga, ressaltou que a Política Nacional de Resíduos Sólidos exige a comprovação do destino correto dos resíduos 11/11/2015 às 18:23
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Na audiência foi descoberto que as empresas quarteirizadas acabam por destinar incorretamente os resíduos produzidos no parque industrial
acritica.com Manaus (AM)

As empresas quarteirizadas estão realizando o destino incorreto dos resíduos industriais do Polo Industrial de Manaus (PIM). Esta foi a resposta encontrada durante a audiência pública sobre o assunto, debate realizado hoje (11), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

De autoria do presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional Sustentável da Aleam (Caama), deputado estadual Luiz Castro (Rede), e do deputado José Ricardo (PT), na audiência foi descoberto que as empresas quarteirizadas acabam por destinar incorretamente os resíduos produzidos no parque industrial.

O resultado é que um dos encaminhamentos será uma maior proximidade entre as indústrias e as associações de catadores de resíduos sólidos. “Os dois setores procurarão um meio para facilitar a questão, podendo os coletores adquirir, por um preço baixo ou até por doação, os resíduos diretamente das fábricas”, informou Luiz Castro.

Destino dos resíduos

Conforme o presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Caama) da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Luiz Castro, o debate aconteceu devido ao acompanhamento das notícias (pela imprensa e pelas Comissões de Meio Ambiente, tanto estadual quanto municipal) sobre os resíduos no parque industrial.

“A audiência serviu para tomarmos conhecimento do problema a partir da visão dos diversos autores da situação dos resíduos do PIM. E também para apontar as soluções que podem e devem acontecer a fim de que o processo de reciclagem e destinação adequada avance”, assinalou o parlamentar.

A representante da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Renê Veiga, ressaltou que a Política Nacional de Resíduos Sólidos exige a comprovação do destino correto dos resíduos.

“Depois do Certificado de Destinação, não temos como monitorar. Fomos surpreendidos: ao que parece há as terceirizadas, que passam para quartas, quintas... Em algum momento, este elo está quebrando”, informou. “A indústria não pode ser responsabilizada por outras não cumprem seu papel”, completou.

Um dos modos para sanar este problema será o trabalho em conjunto com cooperativas e/ ou associações de catadores já regularizados e os representantes da indústria.

Resultados 

Segundo Luiz Castro, a reunião resultou em uma série de questões práticas. Além do trabalho mais aproximado entre fábricas e coletores, o projeto Jaika (desenvolvido pelo governo japonês em conjunto com a Superintendência da Zona Franca de Manaus – Suframa) deverá apresentar todos os resultados obtidos.

O projeto é realizado por meio de um software que monitoraria a questão dos resíduos das indústrias, assim como sua correta destinação, intermediária e final.

“Alguns dispositivos do software estão sendo utilizados, enquanto outros não. Vamos requerer mais informações da Suframa para que tenhamos uma aplicação definitiva para o projeto”, ressaltou o deputado estadual.

O vereador Everaldo Farias, presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Manaus, disse que há empresas que recolhem o resíduo industrial, mas não destinam corretamente por causa do custo de levar até o aterro controlado. 

O parlamentar assinalou, ainda, que a população dos bairros do entorno se incomodou com a lixeira viciada que estava na área do PIM. Segundo o vereador, o parque industrial deixou de ser somente para empresas quando vieram os bairros. 

“Não tivemos a oportunidade de dialogar com a Suframa no sentido de inibir aquela situação. E há outra questão: sabemos que duas ou três empresas trabalham com destinação final e há relatos que os lixões também estão migrando para Iranduba”, disse.

Com esta afirmação, Luiz Castro e o vereador firmaram acordo para que, quando houver denúncia, as Comissões de Meio Ambiente municipal e estadual trabalharão em conjunto. 

Marcela Vieira e Irineide Lima, do Movimento Nacional dos Catadores de Resíduos Sólidos (MNCRS), também estiveram presentes na audiência pública, assim como representantes da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e Associação de Reciclagem e Preservação Ambiental (Arpa).

*Com informações da assessoria de imprensa

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