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Empresas responsáveis de monitorar redes sociais medem impactos em manifestações

Monitoramento virtual mostra as diferenças entre as mobilizações realizadas em junho e as que ocorreram nesta quinta-feira (11) 12/07/2013 às 09:50
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Estudo mostrou que organizações e instituições apareceram como principais difusores da manifestação desta quinta-feira
Lúcio Pinheiro ---

As manifestações nas redes sociais relacionadas às ondas de protestos em Manaus impactaram 36,7 mil pessoas a mais em junho do que neste mês. É o que mostra o trabalho das empresas Dreampixel e Brandviewer, especializadas em monitoramento de redes sociais.

Segundo o estudo, na véspera da manifestação do dia 26 de junho em Manaus, a audiência no Twitter e Facebook para o assunto chegou a 79.447 pessoas. Na quarta-feira, dia em que antecedeu os protestos desta quinta-feira (11), o tema chegou a 42.721 pessoas, nas mesmas redes sociais.

Segundo o monitoramento Dreampixel/Brandviewer, o Twitter foi a principal ferramenta de comunicação dos manifestantes, tanto na manifestação de junho quanto nesta quinta-feira.

De acordo com o jornalista Álvaro Corado, da Dreampixel, apesar do domínio do Twitter e do Facebook nos dois momentos, os porcentuais de citações em blogs e sites de notícias aumentaram nos protestos desta quinta-feira (11).

“Os porcentuais de citações em blogs e sites de notícias aumentaram nessa manifestação de ontem. É possível que esse movimento esteja relacionado com a proximidade que as classes (que puxaram os protestos desta quinta) têm com os meios mais tradicionais de mídia digital (blogs e sites). Na manifestação do dia 26 (de junho), por exemplo, Facebook e Twitter tiveram domínio absolutos”, opina Corado.

As manifestações desta quinta-feira, que ocorreram em todo o País, fizeram parte do “Dia Nacional de Lutas”. As mobilizações foram organizadas pelas centrais sindicais e outras entidades de classe. Tinham o objetivo debater pautas específicas das categorias, como o fim do fator previdenciário, jornada de 40 horas semanais sem redução de salário e reajuste para aposentados.

Os atores e pautas diferentes podem, segundo Corado, explicar o número de adesões maior no protesto de junho do que no de ontem. “Diferente das mobilizações de junho, com destaque para os dias 20 e 26, que podíamos ver uma difusão grande de comando de pauta, definindo características de um movimento com origem no anseio popular, a mobilização de ontem teve origem nas instituições de classes organizadas (CUT, Força Sindical e CTB). Um manifesto mais oficial. Mais adultos, menos jovens. Um pessoal de luta de classes”, avalia o jornalista.

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