Sábado, 20 de Julho de 2019
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Encontro vai debater incentivos ao Polo Naval

Fieam, Sudam e BNDES debatem fomentação naval e exportação de grãos via Oceano Atlântico



1.jpg Em 10 anos, o BNDES já financiou R$ 494 milhões para o setor naval na Região Norte, boa parte para o Amazonas
06/08/2013 às 07:41

Em meio às discussões sobre a implantação do polo naval em Manaus, a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) promovem, nesta quarta-feira (7), o Encontro da Indústria Naval do Amazonas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e agentes financeiros.

Em 10 anos, o BNDES já financiou R$ 494 milhões para o setor naval na Região Norte, boa parte para o Amazonas. Os recursos para financiamentos podem ser bem maiores, por conta do potencial de navegação dos rios do Amazonas, disse o gerente do Departamento Transporte e Logística, Nelson Tucci, que virá representando o BNDES, junto com o gerente do Departamento de Relacionamento com Agentes Financeiros e Outras Instituições, Nelson Tortosa.

Segundo Tucci, o objetivo do BNDES e das entidades em questão é de fomentar, especialmente, a construção de embarcações modernas de cargas, visto que os rios da Amazônia servem de importante rota para o escoamento e exportação de grãos via Oceano Atlântico. Dessa forma, será possível diminuir os custos com frete e o tempo de navegação das cargas, desafogando os portos do Sul e Sudeste do Brasil. Além dos grãos (soja, milho), os derivados de petróleo, alimentos e minérios são commodities brasileiros que podem se utilizar do transporte fluvial.

A ideia do governo federal é aumentar em 50% a capacidade produtiva das hidrovias brasileiras nos próximos 10 anos, utilizando embarcações fabricadas aqui. Dos 20 mil quilômetros dessas hidrovias fluviais, 16 mil quilômetros estão na Região Norte, embora pouco aproveitados.

“Há uma demanda forte de novas embarcações, impulsionado o agronegócio no Centro-oeste. Todos sabem que os portos Paranaguá (PR) e Santos (SP) já estão saturados. Por isso a necessidade de utilizar o corredor de exportações pelos rios Madeira e Tapajós, que carregam 40 mil toneladas. Seria possível trazer 20 milhões de toneladas/ano de grãos por esses rios que trafegam pouco. Isso iria para a China pelo canal do Panamá”, destacou Tucci.

Além de estimular a indústria da construção naval, Tucci destacou que é preciso fazer investimentos na consolidação das hidrovias como canais, transposições, eclusas e sinalização dos rios. “É importante que os estaleiros construam, precisamos ampliar capacidade de produção, modernizar o parque, diminuir custos”, ressaltou.

De acordo com o superintendente da Sudam, Djalma Melo, o BNDES vai oferecer linhas de financiamento tanto os armadores e para financiar os construtores de barcos (estaleiros).

Rota para fortalecer comércio
A consolidação de uma rota comercial entre o Amazonas e o Peru através do rio Solimões que liga os dois países até desembocar no Oceano Pacífico, será o assunto da conversa que será realizada hoje, as 11h, entre o consul-geral do Peru em Manaus, Eduardo Vicente Rivoldi Nicolini, e os deputados da Assembleia Legislativa (ALE-AM).

A intenção da proposta é garantir para as indústrias dos dois países uma rota que pode ser até 15 dias mais curta que a utilização do Canal do Panamá. A rota pode ser um canal de exportação para países asiáticos (no sentido Brasil/Peru) e europeus (no sentido Peru/Brasil).

A proposta faz uso das cidades amazonenses de Tabatinga e Benjamim Constant, que através do Rio Amazonas se comunicam com o porto de Iquitos, no Peru. De Iquitos, ainda por rio, a mercadoria segue para o porto de Yurimaguas e por estrada chegará ao porto de Paita.

As hidrovias brasileiras representam, atualmente, 13% dos modais de transporte no Brasil.

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