Sábado, 20 de Abril de 2019
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SAÚDE DO HOMEM

Médico explica quais os benefícios e como funciona a reposição hormonal masculina

Níveis do hormônio começam a cair a partir dos 35 anos e causam vários sintomas mentais e físicos


27/01/2019 às 16:55

A realidade tem mostrado que a fase produtiva do homem já não é mais tão limitada quanto antes. Hoje em dia eles continuam extremamente ativos aos 50 anos de idade ou mais, mas para isso o organismo tem que estar bem equilibrado, pois também é nessa época que os níveis de testosterona, o hormônio masculino, estão em queda. Essa é a principal causa da chamada andropausa, que geralmente vem acompanhada de sintomas físicos e mentais, como dores nas articulações, aumento da gordura corporal, disfunções sexuais e redução da massa muscular, além de desânimo, fadiga e falhas de memória.

De acordo com o endocrinologista Mário Quadros, a diminuição na produção do hormônio é natural e acontece a partir dos 35 anos, numa taxa de 1,2% ao ano. “Todo homem vai ter queda de testosterona, e isso pode ser identificado num exame de sangue. Mas não é porque o exame atesta a deficiência do hormônio que o paciente necessariamente vai ser tratado. Tem que haver queixa clínica, o paciente tem que apresentar os sintomas”, esclarece o médico.

O tratamento, nesse caso, acontece por meio de reposição hormonal contínua, que pode ser administrada por via injetável, em gel ou sublingual, conforme a necessidade. Já as reposições com implantes de hormônio sob a pele não são recomendadas pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia, como alerta o especialista. “Por serem absorvíveis, não tem como parar a administração se o paciente tiver efeitos colaterais”.

Dentre os benefícios da reposição estão: aumento de capacidade metabólica e facilidade para emagrecer, ganho de força e massa muscular, melhora da resistência física, da libido e da performance sexual. “Pesquisas recentes também apontaram que baixos níveis de testosterona estão associados ao aparecimento da doença de Alzheimer. A reposição traz, então, um ganho secundário para o homem, que é a prevenção dessa doença”, destaca Quadros.

Alerta

Alguns cuidados precisam ser tomados antes do início do tratamento. Um deles tem a ver com a próstata, que precisa estar saudável. “Como a testosterona faz a renovação celular, se o paciente tiver algum tumor, seja benigno ou maligno, ele vai se renovar. Por isso sempre solicitamos ultrassom e PSA. Mas não há nenhum risco no uso do hormônio, ele não causa câncer, por exemplo. Claro que só vamos repor o que está faltando. O grande problema que encontramos às vezes é a overdose, quando o paciente usa mais do que precisa, o que pode provocar problemas no fígado”.

Essa overdose é comum entre jovens que desejam ganhar massa muscular mais rápido e recorrem aos anabolizantes de testosterona no mercado ilegal, já que esse medicamento tem venda controlada. O problema do uso indiscriminado e fora da necessidade é que ele acaba bloqueando a produção do hormônio pelo próprio organismo, causando um desequilíbrio.

“Essas pessoas não vão usar o anabolizante continuamente, um dia elas vão parar, mas aí o corpo não vai ter capacidade de retomar a produção imediatamente, às vezes demora seis meses. O resultado é a queda da testosterona endógena. No último congresso de endocrinologia, mostraram que 75% da esterilidade nos homens está relacionada a uso de anabolizantes na fase final da adolescência ou início da idade adulta. As redes sociais estão insuflando esse desejo de ter aceitação social e um corpo bonito, mas o jovem nem imagina o prejuízo que pode estar causando ao corpo”, avalia o endocrinologista.

Sintomas mentais 

Apatia, fadiga, má qualidade do sono, nervosismo, ansiedade, déficit de memória e depressão

Sintomas físicos

Ganho de peso, redução da massa muscular, aumento do suor, distúrbios de ereção e ejaculação, dores nas articulações, queda de cabelo, ressecamento e enrugamento da pele

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