Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019
DICAS

Enem: redação não é um 'bicho de sete cabeças', dizem especialistas

Professores e gestores públicos ouvidos por A CRÍTICA destacam a importância da redação no Exame. Veja dicas



dsadasdsa_DEBA0A17-7A34-488F-AA68-FD72C89E0C8D.JPG Fotos: Márcio Silva/ A Crítica
05/07/2019 às 18:32

No Amazonas, mais de 118 mil pessoas devem fazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em novembro deste ano. O exame é a principal porta de entrada para universidades públicas. 

Entre as temáticas específicas de cada disciplina, a nota da redação é primordial para quem deseja ingressar na rede pública de Ensino Superior. Com peso dois para todas as áreas, ela é o “terror” e surpresa para muitos porque o tema só é descoberto no dia da prova. Nesse ano, a avaliação deve trazer algumas mudanças, tanto na aplicação, como impressão e monitoramento dos candidatos. 

Apesar da preocupação de muitos candidatos com as mudanças nas temáticas abordadas em função das posições ideológicas do novo governo, principalmente com questões de gênero e raciais, a redação, dizem os especialistas, não deve mudar as diretrizes de análise para a dissertação. 

O que o aluno deve se preocupar de fato, segundo os especialistas ouvidos pela equipe de A CRÍTICA, não é em adivinhar o tema a ser abordado e sim em se preparar para as diversas vertentes que podem gerar o contexto dissertativo.  

Leitura

Para o diretor de ensino e inovações educacionais do SAS Plataforma de Educação, Ademar Celedônio, tentar acertar o tema é algo que muitos focam, esquecendo o ponto principal nesse sentido. “O candidato precisa se preparar em ter um dicionário perfeito, amplo. É muito difícil acertar o tema. O aluno tem que se preparar para todos os cenários possíveis. Ele precisa entender que o tema da redação do Enem é um assunto de cunho social, que cause impacto nas cinco regiões brasileiras. Dificilmente vai ser algo regionalizado”, explicou.

O especialista afirma ainda que o treinamento e a leitura são a base de uma boa redação. Indica ainda que o aluno fique de olho em temas anteriores, da prova caso ele queira ter um parâmetro sobre um possível assunto. “A primeira grande dica é olhar para os temas que já caíram. Terá um grande parâmetro do que de fato é relevante. Ele deve fazer recorrentemente duas redações por semana, de abrangência para várias temáticas.Assim o aluno já ganha um repertório. Outra coisa que facilita muito é ler e com frequência. Quem faz isso escreve bem, porque o cérebro vai se acostumando nesse processo”, reforçou.

Informação e Gramática 

Assim como ele, a professora de redação do Alpha Pré-vestibular, Gilcássia de Figueiredo Gomes, explica que nenhuma temática deve ser desprezada. A leitura, segundo ela, é benéfica não só para a produção textual, mas também para a resolução das questões de múltipla escolha. “A busca pela informação de atualidades é necessária não somente para a produção textual, mas para o convívio em sociedade. Além da leitura para a produção textual o candidato não deve desconsiderar as regras gramaticais, porque, por exemplo, a falta de um acento ou de uma vírgula causa diferença no sentido do texto”. 

No cursinho, em que dá aula, ela afirma que a prática, principalmente no caso da redação, é algo primordial no cotidiano dos estudantes. “Através da prática, entregamos ao aluno uma proposta, que surge a partir de um tema atual, e ele tem que produzir o texto para que possamos realizar a correção e orientação individual. O orientamos a produzir pelo menos uma redação por semana e não se ater a sites que entregam fórmulas prontas. Isso é um ponto importante”, alertou Gomes.

Dicas

O secretário-executivo adjunto pedagógico da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Raimundo Barradas, explica que a prova de redação exige a produção de um texto em prosa, do tipo dissertativo argumentativo, sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política. Os aspectos a serem avaliados relacionam-se às competências que devem ter sido desenvolvidas durante os anos de escolaridade.

“Na redação, o candidato deve defender uma tese – uma opinião a respeito do tema proposto –, apoiada em argumentos consistentes, estruturados com coerência e coesão, formando uma unidade textual. O texto deve ser redigido de acordo com a modalidade escrita formal da língua portuguesa. Há exigência também da elaboração de uma proposta de intervenção social para o problema apresentado no desenvolvimento do texto que respeite os direitos humanos”, comentou.

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Repórter de A Crítica

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