Segunda-feira, 03 de Agosto de 2020
GÁS

Eneva começa segunda fase de exploração de gás no Campo do Azulão

Maquinários de grande porte que serão implantados no campo de exploração de gás estão no canteiro de obras e no porto de Manaus



1789208_22A237FE-87F0-42B1-9882-834F63179C30.jpeg Foto: Divulgação
12/07/2020 às 05:10

A exploração de gás natural no Campo do Azulão no interior no Amazonas, entre os municípios de Silves e Itapiranga (distante a 203 e 225 quilômetros de Manaus, respectivamente) iniciou a segunda fase das obras do projeto Azulão-Jaguatirica II que vai produzir gás natural na Bacia do Amazonas para abastecer a Usina Termelétrica (UTE) Jaguatirica II, em Boa Vista,  Roraima.

De acordo com a Eneva, empresa geradora de energia e responsável pelo projeto, as obras civis estão sendo finalizadas nas duas plantas, Campo de Azulão e UTE Jaguatirica II e em seguida já serão iniciadas as instalações dos equipamentos de grande porte. O diretor de Operações da Eneva, Lino Cançado, afirmou que grande parte dos maquinários já estão no canteiro de obras, alguns estão na base logística da empresa no Porto de Manaus e outros em trânsito com previsão de chegada em Manaus até agosto.



“A primeira etapa (Campo Azulão) encerra-se com a perfuração de três poços que estão prontos para entrar em produção do gás, completou todo o serviço de terraplanagem e a construção das bases dos equipamentos está 90% finalizada e será concluída até o final de julho. Chegando todos os equipamentos inicia-se a segunda etapa de montagem eletromecânica, posicionamento dos equipamentos nas bases e o sistema de controle”, explicou.

O executivo disse que a operação no Campo Azulão esteve com o efetivo de trabalhadores reduzido por quase três meses, registrou também uma pequena paralisação nas obras, de cinco dias nesse período com atividades apenas de manutenção, em virtude dos efeitos da pandemia do novo coronavírus e um plano de recuperação já está em curso. “Já estamos com níveis de mão de obra muito próximos que antes da crise da covid. E vamos ter um pouco mais de trabalhadores atuando do que era o cronograma inicial de pessoal até para tentar recuperar essa perda de produtividade por conta da mão de obra reduzida”, relatou.

Produção

O gás natural produzido no Campo de Azulão passará pelo processo de tratamento, liquefação, armazenamento e será transportado por carretas criogênicas, que transportam Gás Natural Liquefeito (GNL) a baixas temperaturas, até a UTE Jaguatirica II. O campo terá um cluster com três poços produtores de gás natural, uma estação de tratamento, uma unidade de liquefação, uma estação de armazenamento e carregamento de GNL, além de uma unidade de geração de energia de aproximadamente 20 MW para garantir autonomia na operação da unidade.

Azulão-Jaguatirica II venceu o Leilão de 2019 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para suprimento a Boa Vista e localidades conectadas. Com investimento de R$ 1,9 bilhão, o projeto vai atender 70% do consumo de energia elétrica de Roraima, o que permitirá o desligamento da capacidade de geração a diesel, com consequente redução de custos de geração e de emissões.

A expectativa é reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) em 35% no Estado, o que representa 180 mil toneladas por ano a menos de CO2 lançados na atmosfera. “É um projeto que além de trazer retorno para a companhia e para os acionistas, traz benefícios para o meio ambiente e para as populações do interior do estado”, frisou.

Obras em Roraima

Segundo o diretor, a obra na UTE Jaguatirica II iniciará a segunda etapa, chamada de montagem eletromecânica, e a empresa já está fazendo a contratação dos profissionais que vão atuar na produção do gás e na operação da planta, em Roraima. No pico das obras no Campo de Azulão e na usina serão mais de dois mil trabalhadores atuando nas duas plantas.

“Estamos contratando profissionais de nível técnico da região. Essas pessoas vão entrar no terceiro trimestre desse ano e vão fazer um programa de treinamento remunerado, como funcionários, e um estágio em outras instalações da Eneva para quando chegar o terceiro trimestre de 2021 e ter essa mão de obra treinada e preparada para iniciar a operação”, explicou.

A previsão da Eneva é entre dezembro e janeiro de 2021 iniciar a produção de gás natural, no Campo do Azulão, na fase de testes de todos os equipamentos e os sistemas de controle. “Em abril ou maio do ano que vem já estaremos prontos para começar a enviar os primeiros carregamentos de GNL para Roraima que serão usados para os testes da planta de geração. Quando participamos do leilão já tínhamos mapeado toda a logística, equipamentos que seriam comprados e os fornecedores”, disse.

PL do Gás

O diretor da Eneva declarou que a empresa acompanha a tramitação do Projeto de Lei nº 153/2020, que retira da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) a competência exclusiva de comercialização de gás natural no estado, permitindo a entrada de novas empresas, proposta vetada na íntegra pelo governo do estado. “O nosso entendimento é que a  liberalização do mercado de gás vai atrair mais investimentos, atrai o interesse da energia e, certamente, de outros agentes”, disse.

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Repórter de A Crítica

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