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Enfermeiros fazem manifestação por aprovação de Lei e cobram mais segurança nas UBS’s

O sindicato da categoria se reuniu em frente da Prefeitura e depois seguiu para a Cânara Municipal da cidade. Entre as reivindicações dos trabalhadores estão a aprovação na Lei de melhorias salariais e a segurança no local de trabalho 23/09/2014 às 15:46
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Enfermeiros se reuniram em frente a Prefeitura e cobraram melhorias salariais e segurança nos locais de trabalho.
Denir Simplício Manaus (AM)

O Sindicato dos Enfermeiros no Estado do Amazonas realiza uma manifestação na manhã desta terça-feira (23), em frente a Prefeitura Municipal de Manaus, na avenida Brasil, bairro Compensa, na Zona Oeste da capital. Os trabalhadores cobram por parte do Município a aprovação na Lei de Reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Subsídios (Pccs/2014) que, segundo a categoria, está em tramitação desde 2008 - Além de pedir por segurança dos postos de trabalho.

Os representantes da categoria convocaram apenas os representantes da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para participarem do ato, que eles mesmos intitulam como “Manifestação de Advertência”. Pelo menos 100 servidores municipais participam do movimento que se reuniu na frente da sede do Governo Municipal. De lá, os manifestantes seguiram para a Câmara Municipal de Manaus (CMM), no bairro Santo Antônio, na mesma zona da cidade.

Os servidores públicos irão se reunir com o presidente da CMM, o vereador Bosco Saraiva, a fim de cobrar a votação e, consequentemente, a aprovação da Lei de melhorias salariais dos enfermeiros. Segundo os representantes do sindicato, outras categorias já foram beneficiadas enquanto eles caíram no esquecimento por parte da Prefeitura Municipal de Manaus (PMM).

“O que nós queremos é que a Lei seja votada, o que não dá mais é para ficar nessa morosidade que está. Esperamos pela aprovação desde 2008. Se o prefeito (Artur Neto) não tem condições de nos dar as melhorias, que faça grupos de trabalho e resolva nosso problema”, disse o presidente do sindicato da categoria, Sidclei lima da Silva.

A comissão sindical afirmou que prefere o diálogo com os representantes do Governo, mas não descarta uma greve caso as reivindicações não sejam aceitas ou mesmo negociadas. Segundo o presidente da categoria, o quadro atual de enfermeiros da Semsa é de 870 servidores somente em Manaus, sendo que chega a mais de três mil profissionais de saúde em todo o Estado.

Segurança nas UBS’s

O principal motivo que levou a categoria a promover a manifestação, segundo o sindicato, foram os constantes crimes ocorridos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s).

Os servidores se dizem indignados com a violência que invadiu o ambiente de trabalho dos profissionais de saúde e cobram mais segurança nos locais de atuação. De acordo com os manifestantes, todos os dias ocorrem casos deste tipo e as autoridades não tomam qualquer providência.

Resposta da CMM

Os manifestantes conseguiram se reunir com o presidente da CMM, o vereador Bosco Saraiva, que ouviu as reivindações dos trabalhdores e pediu que a categoria fizesse um resumo de tudo o que transcorrido até o momento. Desde o princípio da proposição da Lei da Pccs/2014, o desenrolar do processo; o andamento da questão; com quem os profissionais já conversaram e só depois entrarão em contato com o secretário da pasta.

Segundo o presidente da CMM, depois de contatar com o secretário de saúde do município, Homero de Miranda Leão, o caso será encaminhado ao prefeito Artur Neto. Nesse período, o sindicato do enfermeiros pretendem monitorar a situação junto aos representantes da Câmara. 

Professores também cobram

A Associação Movimento de Luta dos Professores de Manaus (Asprom) também fez manifestação juntamente ao sindicato dos enfermeiros, em frente à sede da Prefeitura, no bairro Compensa. Segundo o grupo, que é dissidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Amazonas (Sinteam), foi realizada uma assembleia no dia 19 de setembro, e os professores da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e ficou decidido que na manhã desta terça, também fariam uma manifestação.

Cerca de 60 profissionais em educação do município engrossaram a manifestação dos trabalhadores em saúde e cobraram da Prefeitura algumas melhorias, como a garantia do auxílio alimentação em Lei para os professores que tem dupla jornada de trabalho. Assim como retorno dos 10% no vencimento básico e pela Hora do Trabalho Pedagógico (HTP) reajustada em 33% para toda a categoria.

De acordo com os manifestantes, o prefeito Artur Neto só liberou 20% do reajuste, o que acarretaria num descumprimento da Lei federal, que obriga que um terço das horas sejam efetivadas, ou seja, os 33%.  


O coordenador de comunicação da Asprom, Lambert Lima, falou da principal reivindicação da categoria. “Nós da associação estamos cobrando a volta dos 10% no vencimento básico”, comentou. Segundo Lambert, o valor recebido atualmente como gratificação acaba por dar prejuízo aos profissionais de educação, principalmente na Previdência Social, pagamento do Décimo Terceiro Salário, aposentaria e em futuros reajustes que os professores podem vir a receber.

Outra denúncia grave feita pelos professores durante a manifestação, é da falta de merenda nas escolas municipais de Manaus. Segundo o coordenador da Asprom, cerca de 90% das unidades de ensino do município estão sem merenda há cinco meses. "Todos os dias nós recebemos denúncias de pais, professores e alunos de que não há alimento para os alunos durante o intervalo das aulas", relatou Lambert. 



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