Corrida presidencial

'Entendemos que o que vai estar em jogo em 2022 é a democracia'

A fala é do deputado estadual Serafim Correa, sobre o apoio do PSB a possível candidatura do ex-presidente Lula (PT)

Giovanna Marinho
24/12/2021 às 12:01.
Atualizado em 08/03/2022 às 19:10

(Foto: Divulgação)

O apoio do PSB a possível candidatura do ex-presidente Lula (PT) à presidência em 2022, anunciada pelo presidente do partido, Carlos Siqueira, é vista com bons olhos pelo presidente da sigla no Amazonas, o deputado estadual Serafim Correa (PSB). Em resposta ao A CRÍTICA, ele defendeu a aliança em prol da “democracia”.

De acordo com o parlamentar, a decisão do diretório nacional já foi acordada com os demais membros do PSB e, por isso, é uma decisão partidária. Conforme declaração de Siqueira ao site Congresso em Foco, a união em prol da eleição de Lula seria independente das negociações políticas traçadas para que o partido indique o vice do petista.

“A posição do presidente Carlos Siqueira é a posição do PSB. Ele é um dirigente muito maduro, muito sereno, muito equilibrado e antes de tomar essas decisões ele conversa com todos os dirigentes nacionais dos partidos, dentre os quais eu me incluo, conversa com a bancada federal e conversa com os presidentes regionais, então essa posição que ele expressa é uma posição partidária” declarou Serafim.

Além do candidato a vice-presidente, o PSB costura um apoio do PT aos seus candidatos a governador em Pernambuco, São Paulo, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Rio de Janeiro. No entanto, assim como o presidente nacional, Correa acredita que a adesão do nome de Lula para a presidência vai além da distribuição de cargos, mas é uma forma de derrotar o presidente Jair Bolsonaro (PL) nas urnas.

“Nós entendemos que o que vai estar em jogo em 2022 é a democracia. Nós não podemos estar condicionando apoio ao Lula por conta de cargos, isso não existe. A fala do presidente Carlos Siqueira reflete a nossa posição e a nossa opinião”, reforçou o deputado.

O principal nome que o PSB tem pleiteado para o quadro nacional é o do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin que, caso escolha se filiar ao partido, deve ser o nome indicado para compor a chapa de Lula. O PSD também busca Alckmin para formar essa aliança e Serafim diz que é preciso esperar a decisão do ex-tucano.

“Creio que devemos esperar a decisão dele. Se vier, será bem vindo. Sempre esteve ao lado da democracia e é disso que se trata no momento atual”, concluiu.

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