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Enterrado há 15 anos, corpo de garoto está intacto no interior do Amazonas

Mistério em zona rural deixou população assustada. Família se reúne, nesta sexta-feira (26), para decidir o que fazer 25/07/2013 às 19:50
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Mistério foi descoberto na semana passada quando o pai dele, Alfredo Tavares, morreu e foi enterrado na mesma cova
Jonas Santos Parintins

O corpo do garoto Francisco Tavares da Silva, enterrado há 15 anos e encontrado intacto, semana passada, na sepultura do cemitério da comunidade de São Benedito do Aduacá, zona rural do Município de Nhamundá (a 375 quilômetros de Manaus), poderá ser exumado na próxima semana. A família dele se reunirá nesta sexta-feira (26) para decidir se será feita a exumação, já autorizada pela juíza da Comarca, Vanessa Leite Mota, a pedido dos próprios parentes.

A descoberta do corpo intacto do garoto aconteceu na semana passada, durante o sepultamento de Alfredo Tavares, 86, pai do menino, que antes de morrer desejou ser enterrado, na mesma cova do filho. O fato, segundo o comandante da 3ª. Companhia Independente de Bombeiro Militar, em Parintins, Ricardo Rocha, deixou em pânico os moradores da localidade.

“Mesmo com a decisão da juíza todos os familiares irão se reunir na sexta-feira para decidir pela exumação ou não e o que fazer depois”, disse Walber Sampaio, um dos parentes do menino. “Eu estava no enterro e a parte do rosto do menino estava conservada”, afirmou Sampaio, que trabalha na casa paroquial de Nhamundá. “Não sabíamos que o caso iria ganhar tanta repercussão, tanto que realizamos o enterro normalmente”, completou.

O comandante dos Bombeiros disse que uma equipe da corporação e funcionários do Instituto Médico Legal de Parintins (IML) foram deslocados até a comunidade devido a pedidos dos moradores da região do Aduacá. “Os moradores estavam assustados, mas quando chegamos na comunidade já haviam enterrado o corpo do senhor falecido”, conta.


O pai de Francisco, Alfredo, morreu de derrame aos 86 anos. O menino veio a óbito vítima de hepatite aos 13 anos de idade. “A equipe do IML não pôde analisar o corpo e recomendamos à família que somente com exumação do corpo, autorizada pela Justiça, era possível verificar o que ocorreu”, acrescentou o tenente Ricardo.

Familiares do menino desmentiram boatos que circularam na Internet de que o corpo dele teria sangrado na escavação da cova, ao ser atingido pela enxada. “Não houve nada disso”, rebateu Sampaio. O pedido de exumação do corpo foi feito pela mãe do garoto, Maria Ferreira da Silva, 52 anos, por intermédio de um advogado contratado pela família.

Técnico do IML espera pela família
O técnico em necropsia do Instituto Médico Legal de Parintins (IML), Benedito Pimentel, disse está sendo aguardada uma posição da família para um eventual trabalho na localidade.

“Orientamos a família dos procedimentos legais para a exumação. Se voltarmos a comunidade iremos coletar o solo da parte inferior e superior do caixão e repassar para um geólogo. Iremos também colher uma amostra do tecido do corpo para enviarmos para análise em Manaus”, avaliou.

“Esse trabalho será possível se realmente houver musculação no corpo. Se acontecer a exumação e houver ossada, não haverá necessidade de colher essas amostras”, acentuou o técnico em necropsia. Benedito esteve no cemitério de São Benedito do Aduacá, na companhia da equipe do Corpo de Bombeiros.

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