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Envolvido na Chacina do Compaj será julgado na quinta-feira (4)

Em 2002, 12 vítimas foram mortas com tiros, golpes de martelo e facadas. O réu conhecido como 'Macaxeira' será o primeiro julgado, os outros envolvidos na chacina estão foragidos até hoje. 03/04/2013 às 16:25
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Onze detentos e um agente penitenciário foram cruelmente assassinados em 2002 no Compaj
acritica.com Manaus (AM)

O julgamento de Elmar Libório, vulgo “Macaxeira”, seria realizado em agosto de 2012, mas foi adiado na época porque o defensor público designado para o réu se colocou em suspeição para acompanhar o julgamento.

Elmar Libório Carneiro, o“Macaxeira”, acusado de envolvimento na chacina do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) em 2002, quando 12 presos e um agente penitenciário foram assassinados, será julgado por Júri Popular na quinta-feira (4), no Fórum Ministro Henoch Reis, Zona Centro-Sul de Manaus.

Dois envolvidos na chacina – Herly Costa de Lima e Sérvulo Moreira Neto -, estão até hoje foragidos.

“Macaxeira” é acusado de trancar os portões de acesso às alas do presídio no dia 25 de maio de 2002, por volta das 07h10, e, juntamente com outros detentos, armados com revólveres e armas diversas (martelo, vergalhões, facas e estoque), de promover a chacina. Uma das vítimas, José Valente Gama, o agente penitenciário, foi morta com vários disparos, conforme os autos.

Os peritos concluíram, no laudo, que a morte dessa vítima se deu “por meio cruel em razão do local dos disparos”, causando “sofrimento desnecessário”. Outra vítima, o interno Luiz Cláudio Cordeiro de Almeida, foi atingido na cabeça a marteladas.

O detento Antônio Rabello Filho, além de ter sido atingido por tiros, disparados por outro envolvido, foi golpeado e “cortado”, conforme demonstrados nos laudos anexados aos autos.

Ainda de acordo com o processo que tramita na 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, os envolvidos trancaram as portas e “agiram com superioridade de armas e de agentes de forma pré-ordenada, dificultando a defesa das vítimas”.

Os homicídios, segundo os autos, se deram por motivo “torpe”, por vingança – um “acerto de contas” entre inimigos.

Em 2011, três dos envolvidos na chacina do Compaj – Gelson Lima Carnaúba, Marcos Paulo da Cruz e Francisco Álvaro Pereira -, foram condenados a 120 anos, 132 anos e 120 anos, respectivamente.

Qualificadoras

“Macaxeira” foi enquadrado nos art. 121, parágrafo 2º, I (motivo torpe), II (motivo fútil) e IV (traição, emboscada); parágrafo 2º, I combinado com o art. 14, II (tentativa de homicídio), por quatro vezes, combinado com os arts. 29 (participação em crime contra várias pessoas) e 69 (prática de várias condutas criminosas).

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