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Cotidiano
INVESTIGAÇÃO

Equador pede investigação de funcionários públicos que atuaram com a Odebrecht

O vice-presidente do país, solicitou que seja fixada 'a data e a hora' para que 'ministros e ex-ministros', junto com 'gerentes e ex-gerentes', sejam ouvidos 04/05/2017 às 11:02
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A empresa declarou ter pago R$ 106 milhões em propina no Equador (Foto: Arquivo/Rovena Rosa/Agência Brasil)
Agência EFE

O vice-presidente do Equador, Jorge Glas, apresentou hoje (4) na Procuradoria do país um "pedido extenso de investigação" dos funcionários públicos relacionados aos projetos com a empresa Odebrecht. 
"Este é um pedido extenso de investigação a todos os funcionários que tiveram projetos com esta empresa que sabemos que tem práticas corruptas", afirmou Glas, em entrevista transmitida por meios de comunicações locais.

O vice-presidente, reeleito em 2 de abril, solicitou que seja fixada "a data e a hora" para que "ministros e ex-ministros", junto com "gerentes e ex-gerentes", sejam chamados "a dar versões" dos negócios executados com a construtora brasileira. A informação é da Agência EFE.

No entanto, Glas esclareceu que esse pedido "não significa (...), e esclareço com muito esforço, que exista suspeita de nenhuma natureza".

O procurador-geral do Equador, Galo Chiriboga, que acompanhou Glas na entrevista, disse que esse pedido é visto "sob a perspectiva de que é possível cooperar com a descoberta dos fatos".

O Equador abriu uma investigação após a revelação da Justiça americana, em dezembro, de que a construtora brasileira pagou entre 2007 e 2016 US$ 33,5 milhões (R$ 106 milhões) a funcionários do país andino.

O caso de corrupção é investigado também na Argentina, no Chile, na Colômbia, no México, em Portugal, no Peru, na República Dominicana, na Venezuela e no Brasil. No fm do ano passado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou que a multinacional admitiu ter pago US$ 788 milhões (R$ 2,5 bilhões) em subornos em 12 países da América Latina e África.

A multinacional brasileira alcançou acordos judiciais com os governos dos Estados Unidos, do Brasil e da Suíça e pagará multas que somam pelo menos US$ 2 bilhões.

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