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Escola municipal da Zona Leste é assaltada duas vezes em 48 horas

A Escola Municipal Jorge Resende Sobrinho foi arrombada no último sábado (16), e nesta terça-feira (19). Por esse motivo as aulas estão suspensas e cerca de 700 alunos foram prejudicados 20/05/2015 às 17:09
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Segundo a SEMED, o caso será registrado no 14º Distrito Integrado de Polícia (DIP)
acritica.com Manaus (AM)

A Escola Municipal Jorge Resende Sobrinho, localizada no bairro Tancredo Neves, Zona Leste de Manaus foi assaltada duas vezes no período de 48 horas. Os roubos ocorreram no sábado (16), e nesta terça-feira (19).

Segundo a Secretaria Municipal de Educação (SEMED), os suspeitos levaram 4 botijas de gás, 5 tablets, 2 notebooks, um data show, uma filmadora, 4 bolas de futsal e parte da merenda escolar, como biscoitos e garrafas de óleos. As aulas foram suspensas.

O caso será registrado no 14º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

A Semed informa, ainda, que todo o material furtado pelos assaltantes será reposto pelo Centro de Operações de Segurança Escolar (COSE).A Secretaria já encaminhou para a unidade escolar parte da merenda e uma equipe de engenharia já está no local fazendo os reparos devidos para que as aulas retornem nesta quinta-feira, 21.


“Os professores estão indignados. Os ladrões reviraram tudo. Levaram até a merenda escolar”, disse o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas, Manoel Paixão. Nem mesmo as câmeras foram suficientes para inibir a ação.

De acordo com ele, que esteve na escola nesta quarta-feria (20) pela manhã, mais de 700 estudantes ficaram sem aula.

Contrato milionário

No dia 6 de abril, a Semed publicou a homologação de licitação (Ata de Registro de Preço) para serviços de monitoramento e segurança eletrônica nas escolas municipais da zona urbana de Manaus com a empresa IIN Tecnologias Ltda, que somados custariam R$ 63 milhões.

O valor é quase o dobro do valor inicial, contratado pela Semed em 2010 (R$ 34,2 milhões).

O presidente do Sinteam, Marcus Libório, afirma que as câmeras não resolvem o problema da falta de segurança nas escolas.

“Elas estão menos seguras do que quando havia segurança armada nas portarias. O custo benefício não compensa”, afirma.

Para o presidente do Sindicado dos Vigilantes do Amazonas, Valderli Bernardo, a mudança da vigilância humana pela eletrônica causou apenas o desemprego de centenas de trabalhadores, mas não reduziu a insegurança nas escolas.

“Desde que as câmeras começaram a ser instaladas, 1970 vigilantes que trabalhavam nas escolas perderam seus empregos”, afirma.

O monitoramento, segundo ele, deveria servir para ajudar a segurança humana e não substituí-la.

“Jamais o sistema de monitoramento eletrônico vai suprir a ausência do homem”, defende o sindicalista.

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