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Escola pública é obrigada a mudar de endereço por causa de ‘barulho’, em Manaus

Artesã conseguiu na Justiça a mudança da Escola Municipal Ivaneide Cunha Marques Costa, localizada ao lado da sua casa, na Zona Leste, após alegar que os alunos arrastam as cadeiras no chão e fazem muito barulho 05/03/2015 às 14:53
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Olgarina Oliveira informou que dois inquilinos de sua propriedade se mudaram por se sentirem incomodados com o barulho
Vanessa Marques Manaus (AM)

A artesã Olgarina Oliveira Feitosa, conquistou algo que nenhum vizinho que mora próximo a uma unidade de ensino (público ou particular) jamais imaginou. Ela conseguiu que a Escola Municipal Ivaneide Cunha Marques Costa , situada na rua Cambixe, São José, Zona Leste, fosse transferida para outro local. O motivo foi o barulho de cadeiras arrastando no chão e gritos dos alunos na hora do recreio.

Segundo a artesã, o incomodo começou quando os inquilos de dois quitinetes que ela tem em sua casa deixaram o local por conta do barulho e ela não consegiu mais alugar o imóvel.

Outro motivo, segundo ela, seria os gritos das crianças que tomam conta de sua casa, atrapalhando a produção do artesanato. “Eu sou hipertensa e moro nessa casa com meu filho, que é especial. O barulho me deixa tão nervosa que não consigo trabalhar”. contou.

A artesã mora na rua Cambixe há mais de 32 anos e a escola funciona ao lado de sua casa desde 2011. Ela explica que procurou primeiro a Secretaria Municipal de Educação (Semed) e também a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), para reclamar da polúição sonora vinda da unidade de ensino, mas só em 2014 entrou com um pedido junto ao Ministério Público do Estado (MPE-AM) para que a escola deixasse de funcionar ao lado de sua casa.

Escola Municipal Ivaneide Cunha fica ao lado da residência da artesã Olgarina

A previsão de transferência para a um novo prédio, situado na rua Engenheiro Vilar, estava marcado para dezembro do ano passado, mas até agora a escola continua funcionando no antigo prédio. Com o atraso na mudança da escola para o novo endereço, os pais dos alunos reclamam que as crianças estão estudando em salas sem condições de uso, com os aparelhos de ar-condicionado danificados e que há vazamentos por toda a estrutura do prédio, causando insegurança para as crianças.

A escola possui oito salas de aula e atende 460 alunos nos turnos matutino e vespertino, do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Um funcionário da escola informou que no novo endereço haverá nove salas e será possível ter uma sala exclusiva para o projeto Mais Educação.

Nova escola fica próxima a atual e acomodará aproximadamente 500 alunos

Em nota, a Semed, informa que o processo de mudança está na Comissão de Avaliação de Imóveis para Locação (Coavil) da Secretaria Municipal de Finanças, Tecnologia da Informação e Controle Interno (Semef) e que a expectativa é que até o final de março os alunos estejam estudando no novo prédio.

De acordo com a secretaria, para não atrasar o início das aulas e obrigar os alunos a estudar em calendário especial, foi necessário que o ano letivo fosse iniciado no endereço antigo.

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