Quinta-feira, 27 de Junho de 2019
DEBATE

Escolas bilíngues e aprendizado de 2ª língua são tema de palestra em Manaus

Ideia de que "inglês do colégio não ensina" está sendo superada, segundo especialista



WhatsApp_Image_2019-05-09_at_16.05.43_7589D3CF-6868-417A-ADA5-F94413DC9EE5.jpeg Foto: Divulgação
09/05/2019 às 17:33

Um olhar amplo sobre as escolas bilíngues no Brasil nos últimos anos e o impacto positivo na vida dos alunos na aquisição de uma segunda língua. Essa foi a tônica da palestra “Bilinguismo - A educação do século XXI: Possibilidades para o contexto brasileiro’’, promovida pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Amazonas (Sinepe-AM) na tarde desta quinta-feira (9).

O evento aconteceu no Hotel Intercity Manaus, Adrianópolis, Zona Sul de Manaus, e reuniu cerca de 60 pessoas, entre professores, pedagogos e gestores da rede pública e privada de ensino.

O palestrante do encontro foi o gerente de desenvolvimento do “Systemic Bilingual”, Rone Costa, que durante oito anos ocupou o cargo de diretor responsável no Brasil pela “Cambridge English Language Assessment”, além de já ter atuado como examinador oral da Universidade de Cambridge para os exames de crianças e pré-adolescentes (YLE), Inglês Geral (Main Suite Exams) e Business (BEC e BULATS).

Costa destacou que o inglês ainda é a língua mais demandada no mercado de trabalho, até mesmo por ser o idioma em que a maiorias das pessoas do mundo tem como segunda língua.

“No Brasil, temos uma cultura forte das ‘escolas de idiomas’ porque existia (o que está sendo superado aos poucos) a ideia de que inglês de colégio não ensina. Que se alguém quiser aprender outra língua precisaria se matricular em um cursinho. Os colégios, então, acabaram terceirizando esse ensino”, disse.

No entanto, de acordo com ele, esse movimento está mudando nos últimos anos. “As escolas, aos poucos, estão levando o ensino bilíngue para dentro das instituições das mais diversas formas. Algumas através da educação bilíngue, outras levando ‘cursos’ ou programas de inglês para a sala de aula. Isso tem feito com que as escolas de idioma se reinventem porque os colégios estão tomando essa responsabilidade para si”, destacou.

O ensino de idiomas sempre foi pautado numa hierarquia gramatical (o famoso verbo ‘to be’, ‘presente’, ‘passado’, ‘futuro’ etc.), porém, como frisou Rone Costa na palestra, a educação bilíngue toma um caminho diferente, pois enxerga que o domínio é uma parte do processo de aquisição de uma segunda língua, mas não necessariamente deve ter um programa pautado na gramática.

“Devemos levar mensagens mais contextualizadas ao aluno, ou seja, deixar de apenas ‘treinar’            a língua para que o aluno passe por um processo de aquisição, para que ele se aproprie dela, não apenas saiba usá-la. Essa imersão envolve ter contato com conhecimentos diversificados de ciência, geografia, educação física, matemática, cores, formas, gestos, sons, entre outros conteúdos inerentes ao aprendizado da nossa língua materna”, disse.

Para a vice-presidente do Sinepe-AM, Vera Lúcia Serqueira, a palestra foi uma oportunidade de levar aos gestores e professores das escolas de Manaus a necessidade urgente e atual da adoção de uma metodologia bilíngue nas escolas.

“Nós precisamos estar preparados para desenvolver o sistema bilíngue em nossas instituições de ensino porque á a tendência atual do mercado. Muitas escolas de Manaus já adotaram esse sistema e outras estão em fase de implantação. Um dos grandes desafios, no momento, é a busca por profissionais capacitados para ministrar esse tipo de atividade, mas, com o apoio das universidades, temos superado esse obstáculo”, disse.

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Repórter do caderno de Cidades - Jornal A Crítica

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